O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, escreveu na rede X que a aliança militar "está em total solidariedade com a Alemanha após o ataque híbrido russo" e que conversou sobre o assunto com o chanceler alemão, Friedrich Merz. "As tentativas da Rússia de nos intimidar, de minar nossa unidade e nossa disposição de apoiar a Ucrânia são inúteis e fracassarão. Nosso apoio à Ucrânia é inabalável, assim como nosso compromisso inabalável com a defesa coletiva da Otan", acrescentou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que discutirá o ataque em Leipzig com Rutte na quarta-feira e que os ministros das Relações Exteriores abordarão o assunto, incluindo potenciais sanções adicionais a Moscou, em sua próxima reunião.
Também prestando apoio, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nas redes sociais que os ataques híbridos se multiplicam na Europa e que eles não podem permanecer sem resposta. "A França está plenamente solidária à Alemanha e apoia a adoção de novas sanções europeias contra a Rússia. Diante dessa escalada, devemos ser unidos, determinados e reforçar nosso apoio à Ucrânia", frisou Macron.
Segundo o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, as autoridades encontraram elementos como a configuração do drone, componentes, explosivos e detonador que são conhecidos de outras operações híbridas russas. Ele destacou que o dispositivo indicava "um alto grau de expertise técnica" e planejamento meticuloso, mas que a execução do plano parece ter sido deixada para agentes de "baixo nível". Já o ministro das Relações Exteriores do país, Johann Wadephul, declarou que a liderança russa decidiu "deliberadamente" causar danos significativos novamente ao já "sobrecarregado relacionamento bilateral".
Como resposta, o consulado russo em Bonn será fechado a partir de 18 de setembro e o contrato do centro cultural Casa Russa em Berlim será rescindido.
Moscou, em paralelo, chamou a acusação da Alemanha de "decisão anti-russa". A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Maria Zakharova, enfatizou à Interfax que "eles inventaram um pretexto, enquanto a própria Berlim está manchada por seu envolvimento no conflito da Ucrânia e em ataques terroristas contra civis", sem detalhar quais medidas serão tomadas pelo Kremlin em retaliação. A embaixada da Rússia na Alemanha também rejeitou veementemente as acusações de Berlim, classificando-as em seu canal do Telegram como "infundadas, absurdas e ilógicas".
(Com Agência Estado)
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