Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026, 19:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026, 19h:30 - A | A

Iraniano que será executado foi julgado sem defesa e teve minutos para se despedir da família

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Entidades ligadas aos direitos humanos informam que Erfan Soltani, um jovem de 26 anos, será executado pelo regime iraniano na quarta-feira, 14. Ele foi preso no último dia 8, em sua casa, em Kurtis, por participar dos protestos contra o governo do Irã, que se arrastam desde o final do ano passado.

A sentença de Erfan é Moharebeh, chamada de "inimizade contra Deus", considerada de alta gravidade e passível de pena de morte. O Irã é uma república islâmica que inclui instituições republicanas - como presidente, parlamento e eleições -, mas todo o poder está submetido à liderança e ao controle do aiatolá Ali Khamenei, chefe de Estado e líder religioso do país.

Conforme a ONG Hengaw Organization for Human Rights, após a prisão, Soltani passou por um julgamento acelerado, sem direito à presença de advogados, sem acesso a direitos básicos e com pouca transparência. Sua família, segundo a entidade, ficou dias sem qualquer informação sobre o jovem. As autoridades iranianas só entraram em contato com os parentes no fim de semana, já para informar sobre a execução.

10 minutos para se despedir

As entidades afirmam ainda que a família teve direito a uma breve reunião com Erfan Soltani, por cerca de 10 minutos, apenas para se despedir. A irmã dele, que é advogada, tentou impedir a pena de morte por meios legais, mas não teve acesso aos autos pelas autoridades. Os familiares ainda teriam sido ameaçados caso se manifestassem publicamente sobre o caso.

O site de notícias IranWire informa que Erfan trabalhava na indústria do vestuário e havia ingressado recentemente em uma empresa privada. Nas redes sociais, costumava exibir interesses por esportes e musculação e, segundo pessoas próximas, era apaixonado por moda e estilo pessoal.

Ao mesmo site, uma fonte informou que Soltani já havia recebido mensagens ameaçadoras de agentes de segurança antes de sua prisão e chegou a avisar à família que estava sendo vigiado. Ainda assim, ele se recusou a recuar e permaneceu participando dos protestos. O órgão responsável por sua prisão, julgamento e eventual execução não está totalmente claro.

Embora familiares afirmem que a execução esteja confirmada, a organização Iran Human Rights (IHRNGO, na sigla em inglês) lembra que a República Islâmica já utilizou a estratégia de anunciar sentenças de morte como forma de coibir manifestações e pressionar familiares.

"No caso de Abbas Deris, um manifestante de novembro de 2019, as autoridades disseram à sua família que ele havia sido condenado por assassinato para forçá-lo a pedir perdão à família da vítima, o que equivaleria a uma confissão de culpa", diz a entidade em nota.

Protestos

Desde 28 de dezembro, o regime iraniano é alvo de uma onda de protestos em razão das condições econômicas precárias vividas pelo país. As manifestações começaram em Teerã e se espalharam por outras cidades.

De acordo com dados da IHRNGO, pelo menos 648 pessoas foram mortas, mas outras fontes apontam para mais de 2 mil óbitos. Já a mídia estatal informou que ao menos 121 membros das forças militares, policiais e judiciais do Irã morreram nos protestos recentes, sem incluir dados de Teerã.

Em resposta às manifestações, Ali Khamenei, líder supremo iraniano, afirmou que a República Islâmica não recuaria. Já Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, convocou apoiadores do governo a se reunirem nos bairros e impedirem os protestos antigovernamentais.

As autoridades iranianas também bloquearam a internet no país. Segundo a empresa NetBlocks, 99% da rede está inacessível em território iraniano. "Durante o atual bloqueio, apenas um número limitado de cidadãos conseguiu acessar a internet via Starlink. Também surgiram relatos de interferências que afetam os receptores do serviço", informou a Iran Human Rights.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros