Informações divulgadas em publicação do Wall Street Journal indicam, porém, que Teerã se antecipou e montou, nas últimas semanas, uma reserva expressiva da commodity fora do Golfo Pérsico, o que pode garantir resistência "por semanas ou até meses".
De acordo com a publicação norte-americana, a atual conjuntura decorre da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, após bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
Desde então, o Irã ampliou suas exportações de petróleo, direcionando volumes superiores ao habitual a países aliados. Nesse cenário, a China desponta como principal destino, concentrando a maior parte das compras por meio de refinarias independentes.
Levantamento da Vortexa, citado pelo jornal, mostra que o Irã exportou 1,84 milhão de barris por dia no último mês. Em fevereiro, o volume atingiu 2,15 milhões de barris diários, uma alta de 26% frente à média projetada para 2025.
O fechamento do Estreito de Ormuz, aliado às ameaças de retaliação iranianas, teria reposicionado Teerã como peça-chave no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. Isso ampliou sua influência sobre o fluxo da commodity e sobre o abastecimento de países dependentes da região.
O Wall Street Journal acrescenta que o Irã mantém cerca de 160 milhões de barris armazenados em navios posicionados fora do Golfo Pérsico. Parte desse volume já estaria destinada a compradores chineses. Ainda assim, conforme o jornal, o país teria capacidade de sustentar o fornecimento até meados de julho, considerando o atual ritmo de importação da China.
A estratégia de Trump é forçar o Irã para negociações por meio do estrangulamento de suas receitas petrolíferas. Já Teerã aposta que pode suportar os efeitos do bloqueio por mais tempo do que a economia global, uma avaliação que, conforme ressalta o periódico, encontra respaldo nos estoques já acumulados fora da região.
(Com Agência Estado)
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