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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 08h:30 - A | A

Irã adverte contra cooperação de países com os EUA e promete combater sanções econômicas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (24) que "qualquer cumplicidade" em ajudar os Estados Unidos a executar seu bloqueio econômico contra a República Islâmica "certamente terá consequências", e enfatizou que a campanha de pressão econômica de Washington fracassará.

Em coletiva de imprensa, Baghaei disse que Teerã atacará bases americanas em países europeus caso a União Europeia participe de agressões contra o Irã. Ele também afirmou que a visita do ministro das Relações Exteriores de Omã ao país não está relacionada à do chefe do Exército do Paquistão, ressaltando que as duas agendas apenas coincidiram no tempo.

As ameaças de retaliação ocorrem no momento em que o governo Trump se prepara para anunciar novas sanções que, segundo autoridades americanas, serão um "Dia D econômico".

Moeda desvaloriza

A moeda do Irã renovou a mínima recorde nesta segunda-feira, enquanto Washington se prepara para anunciar novas sanções que, segundo autoridades americanas, serão um "Dia D econômico" e devem ampliar a pressão sobre uma economia já castigada por medidas anteriores e por um bloqueio naval dos EUA.

O rial caiu para 2,02 milhões por dólar na abertura das negociações em mercados informais de câmbio. A cotação oficial do Banco Central do Irã estava em cerca de 1,5 milhão de riais por dólar, mas é a taxa informal que a maioria dos iranianos paga.

A moeda já vinha sob pressão antes do ataque de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, em um cenário de inflação de dois dígitos e crescimento negativo. Desde então, vem renovando sucessivas mínimas históricas, à medida que quase seis meses de guerra cobram um custo ainda maior.

Apesar disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, não conseguiu obter concessões do Irã, que mantém forte controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz, a via estratégica por onde, antes do início da guerra, transitava livremente um quinto do petróleo negociado no mundo. Durante o conflito, ataques e ameaças iranianas têm prejudicado severamente esse fluxo.

Irã e Omã, país do outro lado do estreito, estariam nas etapas finais de um acordo para um plano de gestão conjunta da hidrovia. Segundo autoridades regionais, a proposta incluiria a entrada de navios no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano e a saída por uma rota controlada por Omã.

Trump tem sido duro com Omã, aliado dos EUA, e chegou a ameaçar bombardear o país se ele "atrapalhar".

O ministro das Relações Exteriores de Omã deverá visitar o Irã na terça-feira para novas conversas.

Na tentativa de romper o impasse com o Irã, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu anunciar sanções ainda mais duras do que as já em vigor, incluindo sanções secundárias contra países que continuem a fazer negócios com o Irã.

"O presidente Trump devastou a economia do Irã a um ponto em que o rial nunca esteve tão fraco e a inflação raramente foi tão alta", escreveu Bessent no domingo, em artigo de opinião no Financial Times. "O último refúgio do regime agora está no autoengano de nações temerosas que ainda acreditam que acomodar a agressão pode garantir uma paz duradoura."

Na semana passada, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão suspender todo o comércio com o Irã. Trump havia telefonado para o líder do país, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, no dia anterior ao anúncio.

Os Emirados são, há muito, um dos maiores parceiros comerciais do Irã e sua principal fonte de importações, além de um importante centro de reexportação e financeiro para empresas iranianas.

Após as declarações de Bessent, Mohsen Rezaei, líder linha-dura do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse, em publicação no X, que o apoio de qualquer país a novas medidas econômicas americanas seria visto como um "ato de guerra". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

(Com Agência Estado)

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