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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 17h:00 - A | A

EUA concedem vistos para delegação do Irã participar da Assembleia Geral da ONU

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou vistos para autoridades iranianas de alto escalão - incluindo o presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi - participarem da semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, na próxima semana, em Nova York, mesmo com os dois países em guerra e sem perspectiva de acordo.

O Departamento de Estado informou nesta quinta-feira, 17, que autorizou vistos para a "delegação central" do Irã e equipe essencial para os encontros na ONU. Autoridades americanas falaram sob anonimato por causa de regras de privacidade sobre vistos.

A decisão é incomum diante de um conflito que já dura mais de seis meses e segue sem avanços para reabrir o Estreito de Ormuz ou retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Há também a intensificação de ataques de rebeldes houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã, contra infraestrutura saudita e navegação no Mar Vermelho, outro corredor marítimo estratégico, em um cenário que ajudou a elevar os preços globais do petróleo.

Washington mantém sanções pesadas contra Teerã e, de acordo com o governo americano, o Irã segue sendo o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo.

Como país-sede da ONU, os EUA normalmente têm margem limitada para impedir a ida de líderes estrangeiros à Assembleia Geral, embora em alguns casos já tenham negado vistos ou desencorajado pedidos de autoridades envolvidas em conflitos ativos com Washington.

Para a reunião do ano passado - realizada antes do início da guerra atual, em 28 de fevereiro, mas após ataques a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 - os EUA também concederam vistos limitados a diplomatas iranianos e impuseram restrições rígidas de deslocamento em Nova York. Entre as limitações estavam regras sobre a distância que a delegação poderia percorrer a partir da missão iraniana na ONU e proibições de compras específicas.

O Departamento de Estado disse que, "em conformidade com as obrigações do país anfitrião", a delegação iraniana poderá participar, mas ficará sujeita a restrições de viagem e a proibições de compra de bens de luxo e outros itens. Também afirmou que a comitiva será menor do que a do ano passado.

O anúncio ocorre após os EUA negarem vistos ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e sua delegação.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

(Com Agência Estado)

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