Mundo Terça-feira, 04 de Outubro de 2011, 11:43 - A | A

Terça-feira, 04 de Outubro de 2011, 11h:43 - A | A

GUERRA

Confrontos e ataques aéreos deixam 17 mortos no Iêmen

Tensões aumentaram há dez dias com o retorno do presidente ao país

PORTAL R7

Ataques com morteiros mataram dois e feriram seis iemenistas nesta terça-feira (4), no que aparentaram ser novos confrontos na capital Sanaa entre soldados leais ao presidente Ali Abdullah Saleh e forças aliadas aos protestos anti-governo.

Ao norte de Sanaa, um general recém-nomeado foi morto por tribais ligados aos manifestantes em seu caminho para uma base militar na região montanhosa de Naham, onde ele assumiria o comando depois que seu antecessor foi morto em um combate com outros tribais na semana passada.

Em outros lugares, um ataque aéreo iemenita no sul matou ao menos 10 militantes islâmicos, enquanto três outros morreram em um confronto, junto com um soldado, informaram moradores e um oficial local.

Um médico disse que as vítimas em Sanaa, todos civis, foram atingidas por morteiros que foram lançados contra um mercado na rua Hayel em um distrito disputado por tropas do governo e por soldados do general rebelde Ali Mohsen, ex-aliado de Saleh.

A violência no Iêmen tem sido esporádica desde o retorno surpresa de Saleh ao país, vindo da Arábia Saudita há 10 dias, mas as tensões continuam elevadas na nação.

As tensões aumentaram em Sanaa no mês passado quando um impasse político abriu espaço para uma demonstração militar entre leais a Saleh e forças de Mohsen. Mais de 100 pessoas morreram no combate, na maioria manifestantes pegos no meio do confronto.

Até agora, os esforços diplomáticos para resolver a crise fracassaram e cresce o temor internacional de que o enfraquecimento do controle do governo pode ajudar o braço local da Al Qaeda a expandir sua presença no Iêmen, que faz fronteira com a gigante petrolífera Arábia Saudita e está perto de rotas de exportação passando pelo Golfo do Áden e Mar Vermelho.

O Exército está lutando para reconquistar território perdido para militantes no sul, especialmente na província Abyan, onde combatentes islâmicos controlam a cidade de Jaar e outras localidades.

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