A dirigente destacou que as condições no mercado de trabalho continuam pressionando os custos. "Os mercados de trabalho em toda a zona do euro permanecem restritos", afirmou, acrescentando que o desemprego está baixo em comparação com os padrões históricos. Ao mesmo tempo, "a remuneração total por empregado permanece elevada em relação aos níveis compatíveis com uma inflação estável".
Para Schnabel, esse quadro cria riscos de persistência inflacionária, sobretudo no setor de serviços. "Essa combinação de fatores representa riscos de alta para a trajetória futura da inflação doméstica, particularmente em serviços com uso intensivo de mão de obra, onde os salários representam uma grande parcela dos custos totais e a transmissão tende a ser gradual, porém persistente."
A dirigente também apontou que a política fiscal expansionista e a melhora nas perspectivas de demanda podem reforçar essas pressões, enquanto novos acordos comerciais podem compensar parte da desaceleração nas trocas com os Estados Unidos.
Nesse contexto, Schnabel alertou que as pressões inflacionárias podem ressurgir caso a demanda avance além da capacidade produtiva. "Com mercados de trabalho apertados e demanda doméstica em fortalecimento, as pressões de preços podem reaparecer se a demanda superar a oferta."
Apesar dos riscos, a dirigente afirmou que a política monetária está bem posicionada. "Nosso mandato de estabilidade de preços está bem equipado e robusto para lidar com os desafios atuais", disse, acrescentando que a política monetária da zona do euro permanece em uma posição favorável, embora o ambiente geopolítico e macroeconômico continue a gerar riscos de alta para a inflação.
(Com Agência Estado)
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