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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026, 12h:00 - A | A

Brasil não vai tolerar modelo de negócio das bets, diz Lula nas Nações Unidas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levou o impasse envolvendo as apostas eletrônicas ao seu discurso na abertura da sessão de debates da Assembleia das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira, 22. Ele disse que as bets "transformam o vício em lucro" e que "o Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio".

"A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio", disse o presidente.

Apesar de restrições de apostas eletrônicas ser uma questão também em outros países, como Reino Unido e Itália, por exemplo, o tema não tem ganhado repercussão internacional nos últimos meses. O fato de o presidente tê-lo incluído em seu discurso é um efeito do impacto das eleições presidenciais.

Lula usou seu discurso como uma forma de seguir a narrativa que tem levado adiante em sua campanha eleitoral. Afirmou que o Brasil "é referência mundial em energia verde" e citou a exploração de minerais críticos como um ativo para os próximos anos no País.

"Temos os minerais críticos e as terras raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética. Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro - e é em benefício dele que serão exploradas. O acesso a nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso território, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos nacionais", disse.

Lula também falou que seria uma "omissão histórica imperdoável não enfrentar o desafio da regulamentação das big techs e da Inteligência Artificial". "Um punhado de tecno-oligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital, sem regras nem transparência", afirmou. Citou ainda o papa Leão 14 ao dizer que "as decisões sobre tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade".

Segundo o presidente, "os pilares do multilateralismo estão sendo corroídos" e "a Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos".

(Com Agência Estado)

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