"A democracia está novamente em xeque, voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos", disse o presidente.
Lula também mandou recados aos Estados Unidos no combate ao crime organizado, meses após Washington classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O presidente disse que o Brasil não vai "terceirizar responsabilidade" para enfrentar os grupos e que o país não precisa de "porta-aviões".
"As pessoas estão cansadas da violência, mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas", declarou Lula.
Pix
Trazendo um mote local para a ONU, o presidente também declarou que o combate à corrupção seguirá no Brasil sendo feito "doa a quem doer". Lula também denunciou que há pressão de multinacionais para a privatização do Pix.
"Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso PIX, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros", disse.
(Com Agência Estado)
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