"Na América Latina e no Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém", afirmou, sendo interrompido por aplausos logo em seguida.
O presidente citou seu histórico político de luta contra a ditadura militar brasileira e na defesa da democracia. "Somos chamados a optar entre o unilateralismo ou multilateralismo, soberania ou subordinação", disse, mais uma vez com referências implícitas às medidas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Guerras
Lula também criticou o conflito no Oriente Médio. Ele afirmou que "famílias em todo o mundo pagam pelo aumento do preço dos combustíveis" e que o "estreito de Ormuz se transformou em trincheira da guerra, quando deveria ser uma passagem vital para o comércio".
O presidente também citou as guerras em Gaza e na Ucrânia. Sobre o caso envolvendo israelenses e palestinos, Lula criticou o silenciamento da jurista italiana Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, por críticas à guerra em Gaza.
(Com Agência Estado)
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