Spahn liderava o grupo parlamentar formado pelos partidos União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) - ao qual ele e o chanceler alemão, Friedrich Merz, são filiados - e União Social-Cristã (CSU, na sigla em alemão).
Em 15 de julho, o deputado confirmou ao jornal alemão Bild que ele e o marido, Daniel Funke, haviam se tornado pais. "Georg é a nossa maior alegria. É quase impossível descrever esse sentimento com palavras", disse. Pouco depois, Funke publicou uma foto no Instagram do casal empurrando um carrinho de bebê, com a legenda "Somos uma família".
A gestação por substituição é proibida por lei na Alemanha desde 1991. A Lei de Proteção ao Embrião proíbe a transferência de um embrião para uma mulher que não pretende criar a criança, enquanto a Lei de Colocação para Adoção proíbe que pessoas ou organizações atuem na intermediação entre gestantes de substituição e futuros pais, especialmente por meio de anúncios ou serviços de mediação.
Por esse motivo, Spahn e o marido recorreram ao método nos EUA, onde a gestação por substituição é permitida em alguns Estados. A Alemanha permite que pais que tiveram filhos no exterior por meio desse procedimento criem as crianças no país.
No entanto, o CDU se opôs diversas vezes à legalização da prática, inclusive por meio de posicionamentos do próprio Spahn. Segundo a emissora alemã DW, em 2015, o deputado afirmou em uma entrevista que, "como um homem gay e cristão", considerava "pessoalmente muito difícil" se "acostumar com a ideia de um útero alugado".
A DW informou também que, em fevereiro, durante uma conferência federal do CDU, foi aprovada uma resolução para reafirmar a proibição da gestação por substituição "mesmo em modelos solidários", quando não há pagamento envolvido.
Após a repercussão do caso, Spahn foi alvo de críticas de aliados e opositores e pressionado a renunciar à liderança da bancada. No sábado, o deputado anunciou que atenderia aos pedidos. "Nos últimos dias, percebi que minha felicidade pessoal em começar uma família com meu marido e me tornar pai é incompatível com o meu cargo político", afirmou em nota divulgada pela DW. "Minha família é o que mais importa para mim."
Merz reagiu ao anúncio e afirmou que considerava a decisão "correta" e "inevitável". Ele acrescentou que "credibilidade é o bem mais valioso na política".
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








