Os manifestantes acusam o governo de não agir para enfrentar a crise da habitação e de querer facilitar os despejos de inquilinos por meio de uma reforma do mercado de aluguéis.
O Parlamento aprovou em setembro, em primeiro turno, uma reforma para acelerar os despejos de inquilinos em caso de inadimplência, como parte de uma flexibilização do mercado de locação.
A polícia montou um dispositivo na manhã desta terça, no centro da capital e a estação de metrô do Rossio foi fechada.
Os ocupantes da Praça do Rossio formaram uma corrente humana para tentar atrasar a intervenção policial. Em seguida, confrontos foram registrados entre os manifestantes e as unidades de intervenção das forças de segurança, segundo as imagens divulgadas pelas emissoras de televisão.
No total, 55 pessoas foram detidas e duas ficaram levemente feridas, segundo as autoridades locais.
"O uso da força foi justificado pelas circunstâncias concretas da intervenção e manteve-se limitado ao mínimo necessário", devido à recusa de alguns manifestantes em deixar o local, afirmou a polícia.
"As pessoas detidas foram conduzidas a instalações policiais e serão apresentadas à autoridade judiciária", acrescentou.
Após uma assembleia geral, quase 100 pessoas decidiram prosseguir com o movimento.
No Porto, os manifestantes desmontaram o acampamento devido às ameaças de uma intervenção policial.
Os manifestantes portugueses se inspiraram nos acampamentos pelo direito à moradia organizados em Espanha.
(Com Agência Estado)
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