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Justiça Segunda-feira, 21 de Agosto de 2023, 15:34 - A | A

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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2023, 15h:34 - A | A

EM 2009

TJ mantém processo contra dupla acusada de envolvimento no assassinato de vendedora

Os advogados de Delson e Rosi alegaram que, diante da sentença de impronúncia, eles não deveriam ser mantidos na ação judicial

VINÍCIUS REIS
Da Redação

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) rejeitou os recursos de Delson de Souza e de Rosinete de Souza, a “Rosi”, para absolvê-los do processo que investiga o homicídio da vendedora Alessandra de Alcântara Polmann, de 33 anos, ocorrido em outubro de 2009, em Cuiabá.

Rosi é esposa do empresário Josué Pires de Camargo, condenado a três anos, dez meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato de Alessandra, com quem, segundo informações do processo, ele mantinha um relacionamento extraconjugal. As interceptações realizadas no curso da ação apontaram Delson como o mentor que “orquestrava” os relatos das testemunhas perante à polícia.

Os advogados de Delson e Rosi alegaram que, diante da sentença de impronúncia, eles não deveriam ser mantidos na ação judicial. Embora eles não tenham sido submetidos ao Tribunal do Júri, os desembargadores da Segunda Câmara Criminal entenderam que o conteúdo dos autos também não indicou que não houve participação da dupla no crime. A decisão foi unânime neste sentido.

“Ainda que o substrato probatório produzido ao longo da instrução criminal não tenha resultado em elementos substanciais acerca do envolvimento dos apelantes com os crimes em apreciação, tem-se em perspectiva que tais provas tampouco afastaram cabalmente as suspeitas formuladas em seu dissabor, principalmente porque não elidiram as notícias colhidas na fase inquisitiva no sentido de que obstruíram provas e manipularam versões de testemunhas”, registrou o relator do acórdão, o desembargador Pedro Sakamoto.

Delson foi acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de associação criminosa e de fraude processual, enquanto sobre Rosinete recaiu a acusação de homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outros crimes. Em setembro de 2019, a Justiça recebeu a denúncia oferecida pelo MPE.

LEIA MAIS: Assassinato cometido há 10 anos em Cuiabá é elucidado

RELEMBRE O CASO

Alessandra desapareceu em outubro de 2009. A mulher foi vista pela última vez na casa de Josué, localizada no bairro Senhor dos Passos, em Cuiabá. Na época dos fatos, o suspeito chegou a ser ouvido pela Polícia Civil e alegou que havia discutido com a vítima e que a viu pela última vez entrando em um táxi levando, inclusive, algumas malas.

Desde então, familiares da mulher mantiveram buscas constantes por alguma informação do paradeiro de Alessandra. Apesar de não ter informações e pistas sobre os restos mortais, a Polícia Civil concluiu o inquérito a partir de interceptações telefônicas e inidicou o empresário por matar e ocultar o cadáver da vítima.

Em minucioso trabalho investigativo, equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) conseguiram identificar pessoas envolvidas no desaparecimento de Alessandra que também foram indiciadas no inquérito policial.

Com base nas investigações da Delegacia de Homicídios, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra Josué Pires de Camargo, o “Zuel”, Rosinete de Souza, conhecida como “Rosi” e Mamedes Gonçalves Pinheiro, o “Fernandinho”.

Todos foram acusados dos crimes de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outros crimes, associação criminosa e fraude processual.

A Justiça também aceitou a denúncia contra outros três indiciados: Delson de Souza, Rejane Catarina Gayva e Izete Botelho Xavier, pelos crimes de associação criminosa, fraude processual e falso testemunho. Os denunciados pelo homicídio e ocultação de cadáver tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas.

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