Justiça Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011, 18:06 - A | A

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011, 18h:06 - A | A

CARTAS MARCADAS

Preso o último acusado de envolvimento no casos das cartas de crédito em MT

José Constantino Júnior se entregou na Delegacia Fazendária (Defaz) e já foi encaminhado para o anexo da Penitenciária Central do Estado

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernoticias

Delegados vão analisar os documentos e computadores apreendidos e todos os seis acusados serão ouvidos na Delegacia Fazendária (Defaz)

Já estão presos todos os seis acusados de envolvimento no esquema das cartas de crédito. O último que faltava se entregar, que é José Constantino Júnior, já se apresentou na Delegacia Fazendária (Defaz), por volta das 16 horas desta sexta-feira (16). 

Constantino é funcionário do advogado Ocimar Carneiro Campos (também preso), concunhado do deputado estadual Gilmar Fabris.

Segundo fontes do HiperNoticias, Constantino se apresentou, foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames de corpo e delito e logo após foi encaminhado para o anexo da Penitenciária Central do Estado, para onde são levados pessoas com nível superior.

A operação que levou seis pessoas para a cadeia é denominada “Cartas Marcadas” e foi deflagrada na última quarta-feira (14) em uma ação conjunta entre a Polícia Judiciária Civil (PJC) e Ministério Público de Mato Grosso (MP/MT). Além dos pedidos de prisões, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão.

Os presos são acusados de terem participado de um esquema envolvendo a emissão e compensação de cartas de crédito expedidas pelo Governo do Estado em 2009 para pagar R$ 477 milhões de indenizações por diferenças salariais a cerca de 290 Agentes de Administração Fazendária (AAFs) da Secretaria de Fazenda (Sefaz). Há suspeita de duplicidade de cédulas de crédito, conforme afirmou o delegado Lindomar Tófoli, na quarta-feira (14).

Já foram ouvidas três pessoas pelos delegados que conduzem as investigações. Na quinta-feira (15) o economista Antônio Leite de Barros Neto e o fiscal fazendário e membro do Sindicato dos Agentes da Administração Fazendária (SAAF/MT), Enildo Martins.

Nesta sexta-feira quem está dando depoimento é o advogado Enelson Alessandro Nonato. Os depoimentos, bem como andamento das investigações, correm em sigilo de Justiça, decretado pelo desembargador Pedro Sakamoto

 

 

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