O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, informou que irá atuar em duas frentes para cobrar a transferência de Almir Monteiro dos Reis para unidade prisional comum. Almir foi preso em flagrante no domingo (13), em Cuiabá, pelos crimes de homicídio e estupro praticados contra Cristiane Castrillon, de 48 anos.
Depois da decisão que converteu a prisão do suspeito para preventiva, Almir Monteiro dos Reis foi encaminhado para o Presídio Militar em Chapada dos Guimarães sob o pretexto de ser ex-policial militar. Ele, na verdade, foi expulso da corporação em 2015.
Depois de receber manifestação de Assembleia Legislativa, o procurador-geral de Justiça garantiu que além de requerer providências no âmbito administrativo, junto à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), irá se reunir com os promotores de Justiça da Execução Penal para ver quais medidas poderão ser adotadas.
“Mais um episódio lamentável de violência contra as mulheres. Então nós concordamos plenamente com a representação da Assembleia Legislativa no sentido que um crime de tamanha gravidade deva merecer uma atenção do Estado ainda maior, sobretudo porque essa pessoa, o responsável pelo homicídio, não é um policial militar e os crimes que ele responde não foram praticados no exercício da função de PM, então entendemos realmente que ele deve ficar preso em cela comum”, ressaltou o procurador-geral de Justiça.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (UB), “não é justo que essas pessoas que já vêm praticando uma série de crimes sejam tratadas como alguém de carreira, como um policial que cometeu um delito. Ele tem que ir para prisão de bandido comum, que é o que ele realmente é”.
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) destacou que a Procuradoria Especial da Mulher, com o apoio da Presidência da Assembleia, decidiu ouvir mulheres de vários segmentos e resolveu trazer ao Ministério Público um clamor para que o acusado seja transferido de um presídio militar para uma unidade comum.
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“Não podemos admitir que, por ter sido policial por tempo determinado, ele fique numa prisão especial, tendo matado uma mulher de forma tão violenta e tão brutal. Um estupro seguido de homicídio, de feminicídio e que ele deve pagar como todos os outros criminosos pagam em um presídio comum. É uma benesse. É um privilégio ele ficar em uma prisão especial”, destacou indignada.
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