O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Anderson Queiroz Pereira Lima, acusado de golpes em plataformas como a OLX e o Facebook Marketplace, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que causou prejuízo de mais de R$ 2 milhões às vítimas. A decisão é desta segunda-feira (16).
O magistrado negou o pedido de revogação da prisão, apresentado pela defesa, que alegava ausência de requisitos para a manutenção da custódia, além de defender a aplicação de medidas cautelares alternativas. O Ministério Público de Mato Grosso (MPM) havia se manifestado contra o pedido.
Preso desde agosto de 2025, ele já havia formulado outros pedidos, que também foram negados. No de janeiro de 2026, por exemplo, ele alegou ser pai de duas filhas menores de idade em guarda compartilhada, ter trabalho lícito e residência fixa. No entanto, o Tribunal de Justiça entendeu que ele era um dos “cabeças” do esquema.
Já nesta decisão, Bezerra aponta que Anderson mantinha tratativas com outros membros da organização, possuía “postadores” trabalhando para ele e operava golpes em diferentes estados.
“A manutenção da prisão preventiva foi justificada pela gravidade concreta dos fatos e pela periculosidade do paciente, evidenciada pela sua participação em organização criminosa. 5. O alegado excesso de prazo não se configura, pois a complexidade do caso e a pluralidade de réus justificam a duração do processo, que segue em marcha regular”, ressaltou.
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O GOLPE
Os criminosos montaram um esquema estruturado para aplicar golpes usando anúncios falsos de veículos. Eles copiavam fotos e informações de anúncios reais publicados em plataformas como OLX e Facebook Marketplace e criavam versões fraudulentas com preços abaixo do mercado para atrair vítimas.
O grupo publicou mais de 370 anúncios falsos, atingiu 3.445 usuários e causou prejuízo superior a R$ 2 milhões. O contato com as vítimas era feito pelo WhatsApp, usando identidades falsas e narrativas convincentes. Após ganhar a confiança dos compradores, os golpistas se passavam por intermediários e criavam um senso de urgência para forçar a conclusão da negociação.
A fraude se consumava quando as vítimas realizavam pagamentos via PIX, enviados para contas de “laranjas” para dificultar o rastreamento. Depois de receber o dinheiro, os criminosos encerravam o contato, concluindo o golpe.
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