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Justiça Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026, 09:09 - A | A

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026, 09h:09 - A | A

OPERAÇÃO GÊNESIS

Justiça manda reinstalar tornozeleira em estelionatária que aplicou golpes de R$ 1 milhão

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que Kássia Maria de Arruda Alves dos Santos reinstale sua tornozeleira eletrônica no prazo de 48 horas. A medida ocorre após a defesa apresentar atestado médico comprovando a realização de procedimento cirúrgico anteriormente informado ao juízo. Ela é uma das condenadas por integrar uma quadrilha em fraudes bancárias e estelionatos que causou prejuízos de mais de R$ 1 milhão às vítimas.

Bezerra, na decisão desta terça-feira (23), também negou o pedido de revogação do monitoramento eletrônico feito pela defesa de Victor Hugo da Silva Batista Motta. Segundo a decisão, a medida cautelar foi imposta e mantida na sentença e não há fato novo que justifique sua flexibilização. Ele era um dos “laranjas” usados no esquema.

O magistrado também analisou o pedido de outro “laranja”, Weslyn Ruslan Duarte de Oliveira, acusado de violar a tornozeleira eletrônica. Bezerra destacou que o laudo apresentado possui contradições. Enquanto uma parte aponta que o rompimento teria ocorrido por força deliberada, outra sugere que a má instalação pode ter contribuído para a violação. Diante disso, o magistrado determinou o envio de ofício à Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP/MT) para esclarecer se houve rompimento intencional e apresentar o histórico de atendimentos do monitorado, especialmente na data de 22 de novembro de 2025.

LEIA MAIS: Justiça condena sete réus de organização criminosa especializada em estelionato

OPERAÇÃO GÊNESIS

A Operação Gênesis foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em março de 2023 e é considerada uma das maiores investidas do estado contra golpes digitais praticados em escala nacional. A investigação apontou que o grupo era comandado por articuladores como Olyvander de Jesus Oliveira da Silva Moraes identificado como um dos principais responsáveis pela coordenação das fraudes e pelo controle das contas usadas para movimentar o dinheiro das vítimas cujo prejuízo ultrapassou R$ 1 milhão. A quadrilha aplicava golpes em pelo menos 13 estados, utilizando perfis falsos, intermediação fraudulenta de vendas e contas digitais abertas por terceiros para ocultar a origem dos valores.
Entre os alvos da operação estavam Weslyn Ruslan, Kássia Maria de Arruda Alves dos Santos e Victor Hugo da Silva Batista Motta, apontados como integrantes do núcleo financeiro responsável por receber, movimentar e repassar o dinheiro obtido ilegalmente.

Segundo a polícia, os três atuavam como operadores e cedentes de contas, permitindo que os articuladores mantivessem distância das transações e dificultassem o rastreamento dos valores. A ação cumpriu dezenas de mandados de prisão e busca, desarticulando a estrutura que sustentava o esquema e interrompendo o fluxo financeiro da organização criminosa.

Sete réus foram condenados a penas de quatro a 11 anos por associação criminosa, estelionato majorado e concurso material de crimes. 

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