O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo mercenário de extermínio na região metropolitana da capital, os réus foram considerados culpados por um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio.
Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. Na sentença proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além do aumento de pena previsto para crimes praticados por grupos de extermínio.
Os fatos ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente a um ponto de mototáxi no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Segundo a denúncia, as vítimas conversavam no local quando foram alvos de disparos promovidos pela organização. Fábio José Brandão da Silva morreu na hora. Edivaldo Henrique Pereira Mendes sobreviveu após ser atingido nas costas e Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ferimentos. Claudiomar e Jefferson já estavam presos preventivamente na Penitenciária Central do Estado (PCE).
As investigações apontaram que Silva forneceu o veículo usado no deslocamento dos executores e Carvalho disponibilizou a pistola empregada no ataque. De acordo com a acusação sustentada pelo promotor Vinícius Gahyva Martins, a dupla integrava uma estrutura que executava pessoas rotuladas pelo próprio grupo como envolvidas em ilícitos, atuando sob o pretexto de realizar uma "limpeza social" impulsionada por sentimento de vingança.
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