O ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, deve começar a cumprir sua pena nos próximos cinco dias. A decisão é da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, e foi publicada na última quinta-feira (10). Nadaf é condenado por participação no esquema de desvio de dinheiro que favorecia o ex-governador Silval Barbosa.
O ex-secretário, no entanto, não cumprirá a pena em regime fechado. Isso porque Pedro Nadaf fechou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e delatou o esquema desvendado pela Operação Sodoma.
Em setembro, o juiz Leonardo de Campos Costa chegou a revogar uma decisão em que determinava o início do cumprimento de pena do ex-secretário. O magistrado revogou a decisão após verificar que a delação de Nadaf não foi juntada aos autos.
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Agora, além de Nadaf, a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, intimou a ex-secretária dele, Karla Cecília de Oliveira Cintra para se apresentar ao juízo no prazo de cinco dias.
Karla Cintra chegou a ser presa na segunda fase da Operação Sodoma. Segundo o Ministério Público, ela agia de acordo com o interesse de uma organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa.
Posteriormente, a ex-funcionária de Nadaf foi condenada a pouco mais de três anos de reclusão e pagamento de multa.
A juíza Ana Cristina Silva ainda autorizou o compartilhamento de provas colhidas nos autos com a 11ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da Capital, "especificadamente para instruir os autos do Inquérito Civil instaurao pelo Ministério Público para que, no prazo de dez dias, proceda à extração das cópias das provas produzidas".
Operação Sodoma
A primeira fase da "Operação Sodoma" foi deflagrada em 15 de setembro de 2015 e levou à cadeia o ex-governador Silval Barbosa e os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, acusados de liderar um esquema de extorsão e cobrança de propina contra um empresário.
Na ocasião, Karla também foi citada, tornando-se parte de uma ação penal na Sétima Vara Criminal. Ela está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica desde então.
Já na segunda fase da "Operação Sodoma", o ex-secretário de Administração Cesar Zílio foi incluído como membro da organização criminosa, acusado de ocultar a origem ilícita de valores desviados do Estado por meio da compra de um terreno.
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