Justiça Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011, 17:13 - A | A

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POLÊMICA

Caso Eiko pode ser reaberto a qualquer momento, avisa procurador de Justiça

Marcelo Ferra de Carvalho, procurador-geral de Justiça, explicou que inquérito só será reaberto se houver existência de novas provas. A causa da morte da estudante foi suicídio

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernotícias

Procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, diz que o inquérito está arquivado mas pode ser reaberto caso haja alguma novidade

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), decidiu manter arquivamento do inquérito que apura a morte da estudante Eiko Nayara Uemura, em abril de 2009. Entretanto, as investigações podem ainda ser reaberta se houver algum dado novo. A perícia, por sua vez apurou que a estudante cometeu suicídio.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público, Marcelo Ferra de Carvalho, falou na tarde desta sexta-feira (9) com a imprensa sobre o arquivamento do processo. Participou também da coletiva, o professor doutor da Universidade Federal do Estado da Bahia, Luiz Carlos Cavalcante Galvão, que foi contratado pelo MPE para fazer o laudo sobre as causas da morte da estudante.

Marcelo Ferra disse não ter dúvidas de que a morte da estudante foi provocada pela queda voluntária, ou seja, suicídio, no entanto, não pode precisar de que forma isso ocorreu, já que outras hipóteses podem ter vir à tona.

“Eu não estava lá na hora da queda. A maior hipótese é de que seja suicídio, não há elementos de que seja homicídio. O processo poderá ser reaberto, se houver novas provas”, enfatizou.

O procurador disse ainda que o processo já foi encaminhado para Chapada dos Guimarães (62 quilômetros de Cuiabá), de onde começaram as investigações. “O inquérito volta para Chapada, fica no Fórum da cidade”, destacou.

DADOS TÉCNICOS

O professor Luiz Carlos Cavalcante Galvão, explicou como procedeu a perícia e se chegou a conclusão de que a estudante cometeu suicídio.

Luiz Carlos Galvão disse que não examinou o corpo, mas analisou todos os laudos anteriores e argumentou que a análise pericial “não é coisa julgada”, o que significa que oferece entendimentos e que a função da perícia não é apontar se foi homicídio ou suicídio.

“Não cuidamos das questões jurídicas, apresentamos o estudo técnico da situação”, avaliou.

Luiz Carlos disse ainda que em exame toxicológico foram constatados pequenos traços de cocaína, mas não é possível avaliar se Eiko realmente utilizou o entorpecente.

“Os traços de cocaína não são muito importantes, porque era mínima a quantidade. Ela pode ou não ter usado”, declarou, ressaltando que Eiko também não havia ingerido bebida alcoólica.

Em vídeo apresentado durante a coletiva, Cavalcante descreveu que a estudante caiu de uma altura de 53 metros e rolou por pouco mais de 16 metros. A morte, conforme ele, foi ocasionada pela luxação e fratura cervical com lesão medular, o que provocou parada cardiorrespiratória imediata. A estudante caiu de pé que, segundo o professor, é a principal constatação de que ela se matou.
Se Eiko tivesse sido empurrada, ela bateria nas encostas do precipício, alerta o professor.

SUICIDA

Luiz Carlos explicou que tem três hipóteses de uma pessoa ter sentimento suicida: probabilidade, ambiguidade e a decisão, sendo que no primeiro e no segundo estágios qualquer pessoa pode adquirir, mas a decisão é somente daqueles que vão realmente chegar ao fato, que é cometer o suicídio.

O professor enumerou os fatos que o levaram a acreditar que a estudante cometeu suicídio. “A pessoa que comete suicídio escreve bilhetes sempre no verbo passado, a pessoa não deixa indício que vai cometer o suicídio e o momento da vida conturbada leva a se suicidar e sobre tudo isso tivemos informação que Eiko fez, ou seja, se matou”, completou, fazendo referência aos bilhetes relatando os momentos felizes vividos em família.

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