Terça-feira, 21 de Maio de 2024
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,10
euro R$ 5,53
libra R$ 5,53

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,10
euro R$ 5,53
libra R$ 5,53

Justiça Terça-feira, 27 de Setembro de 2016, 15:35 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 27 de Setembro de 2016, 15h:35 - A | A

DESVIOS MILIONÁRIOS

"Bando de malfeitores engravatados", diz juíza sobre nova investigação contra grupo de Silval

MAX AGUIAR

Na decisão judicial que ordenou novas prisões, buscas e apreensões e conduções coercitivas da quarta fase da Operação Sodoma, a magistrada Selma de Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuibá, intitula o bando criminoso como “malfeitores engravatados”. A ação policial foi desencada na segunda-feira (27) pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

juiza selma arruma

Segundo a magistrada, a sociedade assiste perplexa as ações que ocorreram em MT

Segundo a magistrada, o grupo comandado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que está preso há mais de um ano no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), causou uma verdadeira sangria aos cofres públicos, em desviar mais de R$ 15 milhões somente no ato de desapropriação de uma área no bairro Jardim Liberdade.

 

“A gravidade concreta da infração é óbvia, eis que a sociedade mato-grossense assiste perplexa, o descortinar dos bastidores do Poder em Mato Grosso, de onde se depreende a provável existência de um bando de malfeitores engravatados a quem se atribui a prática de verdadeira sangria nos cofres públicos”, diz trecho da decisão da magistrada.

 

No decorrer do documento, a magistrada afirma que esse dinheiro poderia ter sido usado em questões de Saúde, Segurança e ducação, mas acabou parando nas mãos sujas dos malfeitores.

 

“Apenas neste caso especifico, o rombo é de mais de quinze milhões de reais, dinheiro desviado da sociedade, que deveria ter sido destinado à saúde, à educação, à segurança pública, às questões agrárias ou a quaisquer outras demandas licitas, mas foram parar nas mãos sujas dos dirigentes da organização”, completou a juíza.

 

Selma não guardou adjetivos para comentar a periculosidade causada pelo “bando”, como ela mesmo chama os acusados Estado cobrando propina e desviando verbas. “A periculosidade dos agentes é nítida e s en caracterizada principalmente por conta das ameaças proferi traduzem em nada menos do que tentativas de frustrar a aplic s da Lei Penal”, escreveu a magistrada.

 

PJC

OPERAÇÃO sODOMA

Valdir Piran e Arnaldo Alves sendo presos em Brasília

A magistrada ainda cita que outras operações, como Sodoma I e II e Seven, é possível notar que a probidade não fazia parte do dia a dia dos envolvidos. “Deveras, a análise do que veio a conhecimento do Juízo nas Operações Sodoma I, II e Sevem permite concluir que as propinas faziam parte da rotina das pessoas envolvidas. É a dita corrupção sistêmica, contra a qual o Juízo não pode se manter inerte, posto que tal prática se traduz em nítido ataque à ordem pública. Esse ataque pode e deve ser contido pelo Poder Judiciário, único socorro da sociedade neste momento”, frisa.

 

Novas participações

 

Reprodução

print Arnaldo Alves

 

Além de nomes como Silval, Marcel, Chico Lima e Nadaf, nesta fase da Sodoma é detalhada a a participação do ex-secretário de Planejamento de Mato Grosso, na gestão passada, Arnaldo Alves de Souza Neto, e do empresário Valdir Piran. Arnaldo, segundo o documento, era o responsável pela cobrança da propina de empresas que prestavam serviços ao Estado, desde a época que ele comandava a extinta Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana.

 

Figura na decisão de prisão assinado pela magistrada que Arnaldo Alves também é figura proeminente na Operação Seven, que também se refere à desapropriação espúria de outra área, visando beneficiar a organização criminosa. Ainda, segundo descortina a investigação, foi ele o encarregado de introduzir o empresário Alan Malouf nas ações de lavagem de dinheiro da organização criminosa.

 

"Assim como Chico Lima, Arnaldo não reside no distrito da culpa, o que aumenta o risco de fuga e de dissimulação do produto dos crimes por ele cometidos", explica a juíza pelo motivo da prisão, 

 

Já Piran aparece nesta fase da Sodoma porque recebeu com dinheiro de propina a quitação de uma dívida antiga que ele tinha com Silval Barbosa. Piran e Arnaldo foram presos nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (26), em Brasília. "Trata-se de personagem que, embora a princípio não pertença à organização criminosa, com ela atuou coi bastante desenvoltura, agindo nitidamente como agente da lavagem de dinheiro", frisa a magistrada.

 

Além destes, Selma também decretou prisão do ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, Silvio Cesar Correia de Araújo, procurador do Estado, Francisco de Andrade Lima Filho, o Chico Lima. e o ex-governador Silval Barbosa. Exceto, Lima todos já estava presos. 

 

A Operação 

 

O foco da Operação Sodoma  é o suposto desvio de dinheiro público realizado através de uma das três desapropriações milionárias pagas pelo governo Silval Barbosa  durante o ano de 2014. Os trabalhos de investigações iniciaram há mais de um ano.

 

As diligências realizadas, segundo a Defaz, evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda., proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público do Estado, em "benefício da organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa".

 

Segundo a Defaz, ficou comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa, Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario-chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda), Arnaldo Alves de Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro Filinto Muller e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior.

 

Para prestarem depoimentos, foram conduzidos coercitivamente Valdir Piran Junior, Eronir Alexandre, Marcelo Malouf, José Mikael Malouf, Willian Soares Teixeira, Ademir Beraldi, Eliane Maria da Silva, Catarino José da Silva Neto e Alan Malouf, além do cumprimento de buscas e apreensão em residências e empresas dos investigados.

 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

susidarli s. silva 29/09/2016

NÃO ME CANSO DE DIZER QUE ESSA JUÍZA E EXEMPLO DE HONRA, CARÁTER, DIGNIDADE E HONRA, TENHO ORGULHO DE SABER QUE EXISTEM PESSOAS COMO ELA, PARABÉNS JUÍZA, SE A POPULAÇÃO TEM ORGULHO DE VOCÊ IMAGINE SUA FAMÍLIA.

positivo
0
negativo
0

1 comentários

1 de 1

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros