Embora seja uma das quatro seleções que participou de todas as edições do torneio de juniores, o Brasil nunca foi além das semifinais do Mundial Sub-20, sendo que a última vez em que ficou entre as quatro melhores equipes da competição bianual foi em 2006, quando garantiu o terceiro lugar.
Essa dificuldade para ter uma seleção competitiva passa pela necessidade de dar equilíbrio e organização para o talento das jogadoras, no que pesa contra a ausência de grandes competições de base - a última relevante foi a Liga Nacional Feminina Sub-20 em 2016 - e a falta de rodagem internacional das jogadoras, cenário que a CBF tenta solucionar com a organização de mais amistosos. Do segundo semestre de 2017 para cá, foram cinco, sendo três contra Estados Unidos e outros diante de Inglaterra e Finlândia.
"O que nos faz ficar mais forte é competir em alto nível com grandes seleções, são os jogos internacionais que nos darão mais confiança. De março de 2017 até agora foram cinco. Ainda não é o ideal, mais estamos evoluindo e isso nos dá confiança de que podemos ir mais longe", afirmou o técnico.
Entre esses jogos, a seleção conquistou o octocampeonato do Sul-Americano Sub-20, também classificatório para o Mundial, com uma campanha perfeita, de sete vitórias em sete jogos, 30 gols marcados e apenas um sofrido no torneio realizado no Equador, confirmando a soberania da equipe, pois o Brasil venceu todos os torneios da categoria organizados pela Conmebol.
A falta de competitividade do Sul-Americano não garante o sucesso da seleção no Mundial da França, como mostra o desempenho das competições recentes, mas a campanha no Equador deixa boas perspectivas se comparada ao desempenho de dois anos antes, quando o título do torneio realizado em Santos foi assegurado invicto, mas com três empates em sete jogos.
Para isso, também pesa a presença de jogadoras promissoras, como a atacante Geisy. Com 20 anos, a camisa 9 vai disputar o seu segundo Mundial Sub-20, já com a experiência de atuar no futebol europeu, tendo trocado recentemente o Madrid CFF pelo Benfica, tradicional time português, que retomou a sua equipe feminina, apostando em várias jogadoras brasileiras.
Além disso, Geyse estreou em 2017 pela seleção principal, realizando um sonho de atuar ao lado de Marta, alagoana, assim como ela, e que chega à França ostentando a condição de artilheira do Sul-Americano, com 12 gols marcados. E agora terá a companhia de outros destaques da seleção, como a goleira Kemelli e a meio-campista Ana Vitória, para conduzi-la no Mundial.
A tarefa, porém, não será fácil, pois além do México, o Brasil terá pela frente no Grupo B a Inglaterra, que a derrotou em amistoso no fim de 2017, e a Coreia do Norte, atual campeã mundial sub-20. Mas com a experiência de quem dirigiu a equipe nas duas edições anteriores do torneio, com quedas na fase de grupos e nas quartas de final, respectivamente, Doriva acredita que agora a seleção pode ir mais longe. "Essa equipe eu vejo que é mais competitiva", concluiu o treinador do Brasil.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.






