Entre os alvos da ação estão Mara Casares, ex-mulher do presidente afastado Júlio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base do São Paulo. Rita Adriana, suposta responsável pela comercialização irregular de um camarote, também entrou na mira da operação.
"Tomamos conhecimento de documentos que confirmam que o esquema de arrecadação abrange um tempo muito maior e com muito mais pessoas que a gente imaginava", disse o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, ao Estadão. "O MorumBis foi transformado em uma gigantesca máquina de caça-níqueis para atender o interesse de terceiros", afirmou.
Schwartzmann não foi localizado no endereço procurado. A defesa informou que o diretor se colocou à disposição para esclarecer os fatos desde o início da investigação e que foi avisado previamente que faria uma viagem ao exterior na presente data. "À toda evidência que a busca realizada na presente data - justamente quando as Autoridades tinham prévia ciência que Douglas estaria fora do País - tem a finalidade única de constrangê-lo, uma vez que tal medida foi totalmente inócua", diz o advogado Átila Machado, representante do dirigente.
Rita Adriana também não foi localizada. O Estadão apurou que ela tem passado dias em outro local, temendo ameaças anônimas que havia recebido. A reportagem busca contato e a matéria será atualizada em caso de manifestação. Por sua vez, Mara Casares estava na residência e cooperou com as autoridades.
Em dezembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi acionado para investigar a venda ilegal de ingressos em um camarote do MorumBis para um show da Shakira, em fevereiro de 2025. O espaço no estádio do São Paulo não era comercializado oficialmente, mas teve o uso cedido a uma intermediária, que cobrou judicialmente por valores não repassados por terceiros e fez o caso se tornar público.
Um áudio divulgado pelo GE mostra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, então diretores do São Paulo, pressionando Rita de Cassia Adriana Prado, que vendia os ingressos do espaço, para que ela encerre a cobrança judicial a uma terceira pessoa que também atuou na venda de entradas.
O escândalo, somado à outra investigação da Polícia Civil, que apura um suposto esquema de desvio de verba no São Paulo, ocasionaram no afastamento de Casares da presidência após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment do mandatário. A destituição ainda depende da aprovação na assembleia de associados do clube.
As investigações sobre irregularidades envolvendo o São Paulo foram intensificadas com a criação de uma força-tarefa criada pelo MP-SP. Os promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan vão trabalhar junto do delegado Tiago Fernando Correia, responsável pelo caso na Polícia Civil, para dar maior celeridade ao processo.
(Com Agência Estado)
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