"Estamos numa era social de combate ao bullying, e com o Vini, ainda estamos lidando com bullying, tanto de adversários quanto da torcida", disse o técnico, acrescentando que a perseguição começa "logo no primeiro minuto". "É algo que segue um padrão, se repete de adversário para adversário. Eu faço falta nele, depois você faz falta nele", explicou Mourinho. "Se eu levo cartão amarelo, você faz falta. Se eu sou substituído, outro jogador entra sem cartão amarelo e faz falta nele."
Contra o Espanyol, o atacante brasileiro foi derrubado por Calatrava antes dos 3 minutos de jogo. No chão, foi alvo de um chute do adversário. Apesar da imagem clara da agressão, o jogador do Espanyol não foi advertido com cartão.
"Ele precisa ter muito controle emocional. Eu disse a ele que, se fizer um gol, precisa ter cuidado com a forma como comemora. Temos que educá-lo e prepará-lo o máximo possível, e é isso", completou o treinador.
Em fevereiro, como técnico do Benfica, Mourinho teve uma análise diferente para uma confusão ocorrida em jogo em Lisboa, no qual o Real Madrid venceu por 1 a 0, pela Champions League. Ele preferiu omitir críticas ao seu então jogador Prestianni, acusado de racismo pelo brasileiro, e preferiu criticar a postura de Vini Jr., ao comemorar o gol da vitória.
Na ocasião, Mourinho não gostou da dança de Vini diante da torcida do time português. "Corro o risco de você voltar meses no tempo e usar palavras minhas de quando eu era adversário do Vini", afirmou o português antes de emitir sua atual opinião. "Agora Vini é meu atleta."
(Com Agência Estado)
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