As sanções haviam sido impostas por supostas infrações ao limite de velocidade nos boxes. Com o acréscimo de tempo ao resultado da prova, Gasly perdeu posições na classificação e viu escapar um lugar entre os três primeiros. Após analisar novos elementos apresentados pela Alpine, porém, a FIA concluiu que havia inconsistências no método utilizado para aferir a velocidade dos carros na entrada do pit lane.
A investigação apontou um problema na parametrização de um dos pontos de medição empregados pelo sistema de cronometragem. A divergência afetava o cálculo da distância percorrida pelos carros e, consequentemente, poderia gerar registros de velocidade superiores aos reais.
A equipe francesa utilizou dados próprios, documentos técnicos e informações de telemetria para sustentar o pedido de revisão. O material foi considerado suficiente para reabrir o caso e levar os comissários a modificar a decisão tomada após a corrida.
Com a mudança, Gasly reassume o terceiro lugar conquistado na pista. A revisão também altera a ordem final das posições imediatamente atrás do piloto francês, impactando diretamente concorrentes que haviam sido beneficiados pelas punições originais.
O desfecho, entretanto, pode não ser definitivo. McLaren e Red Bull informaram à FIA que avaliam medidas para contestar a decisão. As duas equipes ganharam um novo prazo regulamentar para analisar o processo e decidir se formalizarão recurso contra a restituição do pódio ao piloto da Alpine.
A mudança afetou diretamente Isack Hadjar, da Red Bull, que havia herdado a posição. Ele caiu para o quarto lugar na classificação final e perdeu a oportunidade de registrar seu primeiro pódio na Fórmula 1.
(Com Agência Estado)
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