Tal sentimento, contudo, não acompanha Diniz, que tem uma visão diferente a respeito das qualidades de Hugo. Ao defender que as falhas do goleiro são superdimensionadas, durante coletiva de apresentação nesta terça-feira, citou Fábio, com quem trabalhou no Fluminense, como exemplo de o quanto um jogador da posição pode evoluir jogando com a bola no chão.
"Eu trabalhei com o Fábio, do Fluminense, que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu muito. O Hugo tem o pé melhor do que as pessoas acham. O goleiro jogar com os pés é mais opção. A gente tem de treinar para dar opções e deixar o goleiro confiante para tomar a melhor decisão. Diferentemente do que as pessoas acham, meus times jogam com chutão para frente. Acho que o Hugo vai melhorar as condições dele com os pés. É melhor do que as pessoas acham", avaliou.
O treinador também falou sobre outros jogadores do elenco. Recuperar Rodrigo Garro, que teve queda de desempenho considerável ao longo dos últimos meses, apesar de alguns lampejos, é uma das missões que Diniz considera possíveis de concluir durante o trabalho no CT Joaquim Grava.
"Foi um dos destaques do primeiro treino, estava muito solto, terei o maior prazer em ajudá-lo", comentou o comandante alvinegro, que acredita também ser possível fazer com que o argentino atue em alto nível ao lado Breno Bidon, o que vinha sendo um dilema para Dorival.
"Bidon e Garro podem atuar juntos, não quer dizer que vão jogar juntos. Depende de como se adaptam. Da maneira que eu vou propor não é uma afirmação mas é uma possibilidade. Se conseguirem, teremos um ganho técnico importante."
Bidon, um dos grandes ativos do clube, foi citado pelo treinador novamente durante comentário sobre a importância de saber utilizar os jovens talentos do clube, trabalho muito bem iniciado por seu antecessor. "Houve momento de grande euforia e agora de maior cobrança. Nesse momento, os jogadores vão se formando como grandes jogadores. Tanto o Bidon quanto o André", analisou, acrescentando o volante sensação que é desejado pelo Milan.
Diniz acredita que não terá dificuldades em implementar seu estilo de jogo no clube e avalia que muitas vezes seu trabalho é mal interpretado. "A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade. O resto, a parte tática... acham que a parte tática tem uma prevalência para mim que nunca vai ter. Não tem parte tática que compense a vontade. A gente tem de ter desejo e coragem, isso é o mais importante."
(Com Agência Estado)
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