O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena. A gestora financeira tinha por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.
De acordo com o comunicado, o rompimento com a Reag não havia ocorrido até agora porque dependia de burocracias a serem tratadas com a Caixa. Depois de cumprir o que chamou de "um processo rigoroso de compliance e diligência", a diretoria alvinegra listou à Caixa os potenciais novos administradores e gestores, passo necessário para a aprovação de uma substituição na gestão do fundo. Nomes não foram citados.
"Recentemente, a Caixa Econômica Federal concluiu a análise dos nomes apresentados pelo Clube. Com a finalização dessa fase, o Sport Club Corinthians Paulista formalizará junto à REAG a solicitação de transferência da administração para o novo gestor administrativo, bem como para o novo gestor dos fundos operacionais", diz um trecho do texto.
"Efetivada a transferência e após a necessária aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os trâmites regulatórios serão integralmente concluídos. O Sport Club Corinthians Paulista encara mais esta etapa convicto de que cumpriu todos os ritos exigidos, preservando o compliance, a boa governança e os melhores interesses institucionais do Clube e da Neo Química Arena."
No dia 6 de janeiro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou que a Polícia Federal (PF) instaurasse um inquérito para investigar a contratação da Reag para a administração do fundo responsável pela gestão contábil do estádio do Corinthians em Itaquera.
O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.
A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega.
Em seguida, a Reag também teve o nome envolvido em fraudes do Banco Master, motivo da liquidação anunciada pelo Banco Central. Após os casos virem à tona, o Corinthians deu início a tratativas para trocar a responsável pela administração da Arena.
Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio. Assim, o promotor pediu que polícia apurasse as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação contrato junto à Caixa.
"A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal", diz trecho do ofício.
(Com Agência Estado)
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