No começo de dezembro do ano passado, a Netflix causou um abalo sísmico na indústria do entretenimento ao oficializar a aquisição da Warner Bros. A compra, no entanto, foi bastante criticada por boa parte do setor audiovisual norte-americano. Para Hollywood, a Netflix adota práticas que depõem contra a experiência cinematográfica. O medo era que, após a compra, um estúdio tão tradicional quanto a Warner também seria submetido a períodos cada vez menores de exclusividade em salas de cinema.
"Entendo que as pessoas fiquem receosas em relação a isso, elas amam o cinema e não querem que ele desapareça", justifica o empresário. "E elas acham que temos feito coisas para fazê-lo desaparecer. Nós não fizemos", pontuou. Sarandos, então, diz que assim que o negócio for concluído, a Netflix será dona de "um motor de distribuição cinematográfica que gera bilhões de dólares" e que eles não têm interesse em destruir isso.
"Vamos conduzir esse negócio, em grande parte, como ele funciona hoje: com janelas de 45 dias de exibição", afirmou o executivo. "Se estamos no negócio do cinema, queremos vencer. Eu quero vencer os fins de semana de estreia e a guerra pela bilheteria", disse. Ainda na entrevista, Sarandos diz que um dos maiores mitos sobre toda a situação é de que a Netflix encarava a experiência cinematográfica como uma competidora do streaming.
"Nunca foi. Quando você sai para ver um filme no cinema e ele é bom, você chega em casa e tem vontade de assistir a outro filme. Acredito que isso incentive o amor pelos filmes", afirmou. "Quando comprarmos o estúdio, vamos lançar mais filmes juntos do que lançávamos separadamente", justificou o executivo. "Eu não entrei nesse negócio para prejudicar o cinema. Entrei para ajudar os consumidores, para ajudar os fãs de cinema", finalizou.
(Com Agência Estado)
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