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CEO diz que Netflix manterá filmes da Warner nos cinemas por ao menos 45 dias

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Ted Sarandos, CEO da Netflix, afirmou que os filmes da Warner Bros. deverão manter uma janela exclusiva de 45 dias nos cinemas antes de chegarem ao streaming. Em entrevista ao The New York Times publicada nesta sexta-feira, 16, o executivo falou sobre a aquisição de um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood e como a compra mudará o serviço de streaming.

No começo de dezembro do ano passado, a Netflix causou um abalo sísmico na indústria do entretenimento ao oficializar a aquisição da Warner Bros. A compra, no entanto, foi bastante criticada por boa parte do setor audiovisual norte-americano. Para Hollywood, a Netflix adota práticas que depõem contra a experiência cinematográfica. O medo era que, após a compra, um estúdio tão tradicional quanto a Warner também seria submetido a períodos cada vez menores de exclusividade em salas de cinema.

"Entendo que as pessoas fiquem receosas em relação a isso, elas amam o cinema e não querem que ele desapareça", justifica o empresário. "E elas acham que temos feito coisas para fazê-lo desaparecer. Nós não fizemos", pontuou. Sarandos, então, diz que assim que o negócio for concluído, a Netflix será dona de "um motor de distribuição cinematográfica que gera bilhões de dólares" e que eles não têm interesse em destruir isso.

"Vamos conduzir esse negócio, em grande parte, como ele funciona hoje: com janelas de 45 dias de exibição", afirmou o executivo. "Se estamos no negócio do cinema, queremos vencer. Eu quero vencer os fins de semana de estreia e a guerra pela bilheteria", disse. Ainda na entrevista, Sarandos diz que um dos maiores mitos sobre toda a situação é de que a Netflix encarava a experiência cinematográfica como uma competidora do streaming.

"Nunca foi. Quando você sai para ver um filme no cinema e ele é bom, você chega em casa e tem vontade de assistir a outro filme. Acredito que isso incentive o amor pelos filmes", afirmou. "Quando comprarmos o estúdio, vamos lançar mais filmes juntos do que lançávamos separadamente", justificou o executivo. "Eu não entrei nesse negócio para prejudicar o cinema. Entrei para ajudar os consumidores, para ajudar os fãs de cinema", finalizou.

(Com Agência Estado)

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