"Ante os acontecimentos que afetaram a família do futebol, o Conselho da Conmebol, reunido na data, celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta do FIFA FORWARD ENTERPRISE", divulgou a entidade sul-americana.
A Conmebol aproveitou a volta atrás de Infantino para transmitir um voto de confiança à Fifa, que se tornou grande rival da Uefa, disposta a tudo para destituir seu presidente por causa do plano malsucedido. De acordo com e entidade sul-americana, "tal medida expressa de maneira unânime a preocupação pelas reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo ou aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situação."
"Por questão de dias, o futebol passou a ocupar o centro de atenção mundial para a realização de um evento esportivo extraordinário para concentrar o debate público em assuntos vinculados ao seu governo. Nos últimos anos, a Fifa impulsou uma profunda reforma de seus Estatutos com o propósito de fortalecer a institucionalidade, a transparência e o bom governo, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para resolver as controvérsias que poderiam suscitar dentro da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito pelas normas que rigorosamente nossa organização."
Diferentemente de outras entidades, como a Uefa, em guerra declarada contra Infantino, a Conmebol é mais comedida no assunto e vai na linha de que o recuo da Fifa é uma prova de respeito para com todos os envolvidos no mundo da bola.
"Este marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, quem tem a responsabilidade de conduzir nossas organizações deve privilegiar sempre o diálogo, o respeito às normas e a troca construtiva", seguiu. "Quando esses princípios se deixam de lado, perdemos o futebol e perdemos todos. E o futebol é de todos", destacou.
Ainda na visão da Confederação Sul-Americana, o futuro do futebol só poderá ser construído com base no respeito à institucionalidade, à governança e aos procedimentos democráticos que representam as 211 Associações Membro da Fifa. Com essa sugestão, mostrou-se isenta no boicote a Infantino proposto por outros entidades.
"A Conmebol não acompanhará nenhuma atuação ou procedimento que desconheça ou se aparte de seus mecanismos institucionais. O Conselho da Conmebol fez um chamado para preservar a unidade da família do futebol, atuar com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança. Porque, por mais de qualquer diferença, primeiro está o futebol."
(Com Agência Estado)
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