"Essa vibração (transmitida pela unidade de potência Honda) para o chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Espelhos e lanternas traseiras que se soltam do carro, esse tipo de coisa, que estamos tendo que resolver. Mas o problema muito mais significativo é que essa vibração acaba sendo transmitida para os dedos do piloto", afirmou Newey.
"Fernando (Alonso) acha que não pode dar mais de 25 voltas consecutivas antes de correr o risco de sofrer danos permanentes nos nervos das mãos. Lance (Stroll) acha que não pode dar mais de 15 voltas antes de atingir esse limite. Teremos que restringir bastante o número de voltas até resolvermos a origem da vibração - e melhorarmos a vibração na sua origem", completou o projetista.
É provável que nenhum dos dois consiga tolerar sequer metade das 58 voltas da corrida, e o tempo de prova do carro será "muito limitado" até que uma solução seja encontrada, acrescentou Newey.
A Aston Martin teve uma pré-temporada complicada e muitas vezes apresentou um rendimento mais lento até do que a nova equipe Cadillac, e completou o menor número de voltas entre as 11 equipes.
Apesar da longa lista de problemas, Newey afirma que o carro AMR26 tem um potencial enorme, já que a Fórmula 1 inicia uma nova era de regulamentos.
Ele argumentou que o chassi é o quinto melhor da categoria, atrás das equipes líderes esperadas: Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull, e que, após um programa de desenvolvimento agressivo, tem potencial para competir na frente em algum momento de 2026.
Alonso, no entanto, mantém a fé até o treino livre desta sexta-feira, em Melbourne, onde acredita que os ajustes no carro podem proporcionar uma perspectiva mais otimista.
"Para nós, é só vibração por toda parte. Mas não é só para nós. O carro está com um pouco de dificuldade, por isso temos alguns problemas, alguns problemas de confiabilidade que encurtaram um pouco nossos dias", declarou o piloto espanhol.
O desempenho decepcionante da equipe foi atribuído a diversos fatores, como o tempo de desenvolvimento comprimido devido à chegada tardia, a necessidade da Honda de reconstruir suas capacidades de pesquisa e desenvolvimento após deixar a Red Bull, o desafio de produzir uma nova caixa de câmbio própria e a parceria com a Aramco, uma fornecedora de combustíveis ainda não comprovada.
(Com Agência Estado)
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