Um dos assuntos abordados foi a conversa que teve com Messi ao longo da decisão. Sem revelar o conteúdo do diálogo, Vincic preferiu preservar o que foi dito em campo, mas fez questão de destacar o comportamento do capitão argentino.
"Vou deixar essa conversa no campo. Mas posso dizer que Messi se comportou com esportividade", afirmou ao Marca.
O árbitro também relembrou a emoção ao ser escolhido pela Fifa para apitar a decisão. Segundo ele, a indicação representou um dos maiores reconhecimentos da carreira, mas veio acompanhada de uma responsabilidade proporcional ao tamanho do evento.
"No início foi um choque. Depois veio o orgulho por representar nossa equipe de arbitragem e a Federação Eslovena em um palco tão importante. Sabíamos da responsabilidade e precisávamos corresponder à confiança que recebemos."
Na avaliação de Vincic, poucos jogos concentram tanta cobrança quanto uma final de Copa do Mundo. Para o esloveno, o trabalho desenvolvido ao longo de anos pode acabar sendo resumido ao desempenho em uma única partida.
"Toda uma carreira na arbitragem acaba reduzida a um único jogo. A responsabilidade é enorme, mas acredito que nossa estratégia foi a correta."
Outro tema defendido pelo árbitro foi o uso da tecnologia. Vincic afirmou que, diante da intensidade e da velocidade do futebol atual, o auxílio do árbitro de vídeo se tornou indispensável para reduzir erros em lances decisivos.
"É possível corrigir um erro ao rever as imagens. Com a velocidade do futebol hoje, é impossível ver tudo. Não consigo imaginar arbitrar sem a ajuda da tecnologia."
(Com Agência Estado)
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