Empreendedor Sábado, 03 de Setembro de 2011, 13:22 - A | A

Sábado, 03 de Setembro de 2011, 13h:22 - A | A

CASE DE SUCESSO

Domani tem ‘motor’ para impulsionar desenvolvimento por muitos anos

Concessionária de veículos Fiat já está no mercado há 15 anos também pisou no freio por causa de crise no Brasil, mas agora acelera

As concessionárias Domani Fiat são consideradas um dos motores que fizeram e ainda fazem Cuiabá e Várzea Grande caminhar e crescer. Com suas portas abertas em 1996, a empresa surgiu como forma de diversificar o grupo que Armando de Oliveira, atual presidente da Domani, possuía. A concessionária de veículos iniciou suas atividades sob o comando de Armando, mas este não foi o primeiro empreendimento que ele manteve a luz do seu olhar atento.

Eduardo Marcelo da Veiga Carlota, genro de Armando e hoje diretor comercial da Domani, conta que quando o sogro tinha 20 anos e em pleno exercício da faculdade de engenharia elétrica deu início ao grupo no qual a Domani integra. Este grupo conta hoje com a Amper Construções elétricas Ltda., Amper Empreendimentos Imobiliário Ltda., Amper Concretos Pré-moldados Ltda., Eletram, Eletricidade da Amazônia S/A., Guarantã Energética Ltda., Novo Mundo Energética Ltda., Fazenda e Haras Araguari e com Condomínio Morro do Jatobá. “Ele resolveu abrir uma empresa de linhas de transmissão. Com isso começou a se expandir para o resto do Brasil”, assegura.

Fotos: Mayke Toscano/Hipernotícias

Embora seja uma empresa de um segmento diferente dos demais do grupo, a Domani se mostrou como uma aposta sensata que ainda rende bons frutos. “A Domani foi uma oportunidade que surgiu em um momento que meu sogro queria diversificar o ramo de negócios e que deu certo!”, afirma. Mesmo que hoje a empresa tenha 15 anos de atuação no mercado, nem todo caminhar foi fácil. Depois de investimentos alcançarem R$ 500 mil com garantias que chegavam a R$ 2 milhões, um valor considerado bem alto quando se pondera o ano de 1996, a Domani pôde iniciar seus trabalhos em Várzea Grande, local de sua sede.

Por se tratar de uma concessão da Fiat à Domani, a área de atuação que esta empresa tinha era somente em Várzea Grande, já que em Cuiabá a concessão era cedida ao grupo Zugair. De início, a empresa vendia cerca de 70 carros por mês. Nada muito surpreendente. Mas que foi melhorando paralelamente com o crescimento estrutural e marqueteiro da empresa. “Quando nós vendemos 100 carros foi uma festa”, lembra o diretor comercial.

Apesar de fundador e idealista da concessionária, Armando de Oliveira se manteve como presidente do grupo. Com a fundação em 1996, ele assumiu as rédeas da empresa, mas logo passou o cargo para seu genro Eduardo Marcelo que iniciou suas atividades um ano depois. Nascido em Rio Claro, São Paulo, formado em economia e conhecedor do mercado, já que desde a juventude trabalhava no segmento de compra e venda de ações, Eduardo se tornou um dos principais responsáveis pela Domani.

CRESCIMENTO

Nova no segmento, mas disposto a crescer, a Domani iniciou sua busca pelo crescimento. Isso gerou uma briga de mercado, certamente, com a Zugair, empresa que dominava as vendas em Cuiabá. “As margens ficaram ruins para todos os lados. Tanto para Domani quanto para Zugair. Com isso Salem decidiu sair do negócio e entregou a Zugair para Fiat e esta denominou a Domani para assumir a Cuiabá”, assegura.

A partir de então, o crescimento foi certo. Em 2004 realizaram o aluguel do prédio na Miguel Sutil e no mesmo ano houve a inauguração da Domani Cuiabá. No entanto, essa expansão não aconteceu somente na Capital. Em vista da necessidade dos clientes de mais proximidade com a Domani, Eduardo viu necessário abrir mais concessionárias, especialmente no interior do estado de Mato Grosso. Assim, em 2003 ocorreu a inauguração da Domani Tangará e em 2009 a Domani Cáceres.

Mesmo parecendo que a empresa caminhava a passos largos, a Domani passou por uma crise no ano de 2001. Mas isso não era exclusividade da concessionária. A crise era do mercado. Isso afetou tão drasticamente a empresa que foi necessário fechar algumas portas. “Nós fechamos a Domani Cuiabá, Tangará e demitimos 50% do nosso pessoal, aproximadamente, 148 colaboradores”, conta. Eduardo Marcelo lembra que foi necessário fechar as portas para poder findar as dívidas. “Sentou eu e os diretores e resolvemos vender a concessionária de Cuiabá para poder pagar tudo. Mas naquela época sobrava menos R$8 milhões que tivemos que retirar do caixa da Amper para finalizar as dívidas”, relembra. A partir de então concentraram-se os trabalhos na loja matriz que é a de Várzea Grande e teve que começar o caminhar da empresa pé por pé seguindo a estratégia de pagar contas e dívidas. “Ajusta aqui e aperta ali. Fizemos tudo que era preciso para um novo começo”, garante.

Com singularidades do mercado que voltou a soprar ventos a favor da empresa, a Domani adquiriu a oportunidade de comprar novos bens com recursos próprios. Compraram-se, então, terrenos na avenida Fernando Corrêa, onde a Domani abriu a loja em Cuiabá. Mas isso não aconteceu só na Capital. Em 2006 reabriram a loja de Tangará. Vale ressaltar que ambas Neste período, outra boa oportunidade apareceu para a concessionária: criar uma locadora de automóveis, onde de início havia 30 carros para locação. Além disso a Domani abriu mais duas lojas de carros usados que hoje são as lojas Domínio.

HOJE

Com tanto investimento, a empresa só cresceu. Atualmente, ela conta com 538 colaboradores distribuídos nas quatro lojas Domani (Várzea Grande, Cuiabá, Tangará e Cáceres), duas Domínio (Rondonópolis e Campo Verde) e três locadores de carros (Várzea Grande, Tangará e Cáceres), na qual a matriz é localizada em Várzea Grande. Devido a grande dimensão, é praticamente impossível gerir a empresa. Por isso, Eduardo se apoia em alguns colaboradores para que o crescimento da empresa seja certo. Na sede, ele conta com dois diretores comerciais e dois no setor de pós-vendas, pois é nessa concessionária que se encontra a administração da empresa. Nas filias do interior do estado, a equipe é formada por um gerente de vendas e um gerente de pós-vendas, além de um supervisor que cuida da parte administrativa e financeira, sendo os demais os colaboradores distribuídos ente vendedores e técnicos.

Para se ter ideia da dimensão que a Domani atinge hoje, ela possui um estoque geral com 500 veículos a pronta entrega, sendo este encontrado na concessionária Fiat de Várzea Grande. Mas as filiais também têm seu estoque particular de veículos e peças. Além disso, a empresa possui uma funilaria em Várzea Grande e Tangará e daqui a dois meses mais uma será inaugurada em Cáceres. Outros investimentos foram feitos na estrutura física das concessionárias e no aumento do estoque de peças. É interessante ressaltar a iniciativa um tanto curiosa que a Domani tomou para melhor atender as clientes: “mulher no volante”. Tendo em vista o famoso pensamento de que “mulher no volante é perigo constante”, a concessionária realiza treinamentos que auxiliam as clientes a compreender mais sobre mecânica básica e o mundo dos veículos como a troca de pneus e óleo, por exemplo. Tudo para melhor atender toda clientela!

Para Eduardo Marcelo da Veiga Carlota empreender é: Acreditar!

1. Dica para quem quer iniciar um empreendimento
Primeiro, ele deve fazer o que ele gosta. Segundo, ele tem que investir em pessoas. Porque tudo são pessoas e processos. Tratar com educação essas pessoas que irão trabalhar ao lado dele para que elas trabalhem e deem retorno. Tudo que você for mexer são pessoas e processos A palavra chave é sempre nós, pois equipe é equipe.

2. O Custo Brasil é realmente um obstáculo para o empreendedor?
É um obstáculo. Não é fácil. Há encargos, juros que prejudicam. Mas ao mesmo tempo, o Brasil hoje é o país da oportunidade, porque o mundo inteiro está vivendo em recessão e o Brasil está em crescimento mesmo com essas altas taxas de juros e impostos.

3. O que é mais importante: dinheiro ou criatividade?
É preciso criatividade, estudo de mercado e panorama. Não é só dinheiro! E sempre é preciso gastar menos do que ganha.

4. O que é mais difícil: fidelizar um cliente ou conquistar um novo?
Com essa concorrência que há com essas varias marcas, hoje nós trabalhamos para fidelizar o cliente ao máximo e também para conquistar novos clientes.

5. Qual o diferencial?
Principal é sempre a equipe, não tem, eu mando, mas sim, por favor. Por isso o diferencial é o atendimento. Eu incentivo os colaboradores com treinamento. Sempre unimos a equipe para comemorar o alcanço das metas. Há também, todos os sábados de manhã reunimos para fazermos o culto de oração. Nas terças-feiras realizamos o clube da leitura. Além disso, a Domani tem a maior estrutura física e pessoal e interesse pelo cliente.

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robsondossantoscardoso 18/11/2012

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edivander rondena limeira 03/07/2012

boa terde por favor sera que tem como confirmar se vc ( vendedor )niltão . recebeu a documentação acinada ref: ao contrato de consorcio realiza assinado por mim desde ja agradeço pala atenção

Ezequiel Assumpção 17/12/2011

Sou amigo do vendedor de veículos Kleverson,estou morando em São Paulo e quero trocar o meu veículo com ele aí. Não sei se ele ainda continua no quadro de vendedores de veículos dessa empresa,se ele ainda é funcionário por favor comunique a ele esta mensagem com os meus celulares:(19)82501081 e (19)91365130.Fico no aguardo de uma resposta o quanto antes para eu poder viajar e trocar o meu veículo aí na Domani especificamente com o Kleverson, desde já o meu muito obrigado.Fico no aguardo de um contato. NR.: Vamos entrar em contato com a Diretoria da Domani e encamnhar seu pedido. Grato pela leitura da matéria

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