Economia Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011, 10:25 - A | A

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011, 10h:25 - A | A

CRÉDITO

Volume de crédito cresce em novembro, diz Banco Central

Os bancos estrangeiros contribuíram com 8,3% do PIB

PORTAL R7

Imagem da Internet

Dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) mostraram ainda que a inadimplência ficou em 5,6% no mês passado

O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil aumentou 1,9% em novembro, chegando a 48,2% do PIB (Produto Interno Bruto), ou R$ 1,984 trilhão.

A aceleração do crédito ocorre num momento em que o Banco Central já reduziu em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros, para 11% ao ano, para estimular a economia. A autoridade monetária informou, em nota, que o crédito do sistema financeiro retomou os patamares da normalidade no mês passado "após a greve bancária encerrada em 17 de outubro".

Dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) mostraram ainda que a inadimplência ficou em 5,6% no mês passado, frente a 5,5% em outubro. A inadimplência para pessoas físicas ficou em 7,3% em novembro, alta de 0,2 ponto percentual frente a outubro. Para pessoa jurídica, houve estabilidade em 4% no mês passado.

O spread caiu de 28,9 pontos percentuais em outubro, para 28,2 pontos percentuais em novembro. Para pessoas físicas, o spread caiu 2 pontos, para 34,6%. As empresas tiveram um leve aumento de 0,2 ponto, para 19,2%. A taxa de captação média ficou em 10,3 por cento em novembro, 10,6% para pessoa jurídica e 10,1% para pessoa física.

A taxa de juros geral caiu 1 ponto, para 38,5% ao ano, a menor desde fevereiro deste ano, quando estava em 38,1%. Para pessoas físicas, a taxa atingiu 44,7%, recuando dos 47,1% de outubro. A taxa para empresas ficou estável em 29,8%.

A taxa prime em outubro ficou em 16%, contra 17,1% em setembro.

Os bancos públicos aumentaram a participação das operações de crédito em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). Em novembro, as instituições estatais participaram com 20,6% (aumento de 0,5 ponto sobre o dado revisado de outubro). As instituições privadas nacionais ficaram com fatia de 19,2% (0,1 ponto superior ao dado de outubro). Os bancos estrangeiros contribuíram com 8,3% do PIB.

Em relação à participação no sistema financeiro, os bancos públicos elevaram sua fatia de 42,4% para 42,8%, em linha com a intenção do governo de colocar essas instituições como fornecedoras de crédito num momento em que a crise internacional começa a afetar os empréstimos.

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