Após 48 meses de contrato, a execução financeira acumulada do projeto somava 48,79% do valor global, abaixo do previsto para o período (72,46%), com defasagem superior a R$ 118 milhões em relação ao cronograma, segundo a auditoria.
O TCU também registrou piora do Índice de Desempenho Financeiro (IDfin), que caiu ao longo de 2025 e fechou dezembro indicando deterioração do ritmo de execução.
O Tribunal atribuiu o atraso a questões como a mobilização insuficiente de recursos pelo consórcio contratado, fragilidade financeira de integrante em recuperação judicial e "entraves externos", como interferência elétrica e licenciamento em trechos de relevância arqueológica.
O TCU recomendou que a Infra S.A. adote mecanismos "robustos" de governança para monitorar metas físico-financeiras do Compromisso de Ajustamento de Conduta (CAC) firmado em junho, com indicadores objetivos, relatórios periódicos, instâncias decisórias claras e pagamentos condicionados ao desempenho, além de intensificar a articulação com concessionárias e órgãos licenciadores para destravar frentes críticas da obra.
(Com Agência Estado)
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