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Economia Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 18:00 - A | A

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Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 18h:00 - A | A

Taxas de juros longas sobem com possível aval de Lula a Mello no BC e risco fiscal

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A curva a termo percorreu o pregão desta quarta-feira, 4, com ganho de inclinação, ainda que a alta nos trechos mais distantes não tenha passado de 10 pontos-base ante os ajustes anteriores. A ponta curta, por sua vez, operou em estabilidade, com viés de baixa.

A dinâmica mais pressionada dos DIs do miolo e da parte longa da curva teve como pano de fundo o fortalecimento global do dólar, que inverteu o sinal negativo observado até a primeira etapa dos negócios.

Já no âmbito doméstico, agentes do mercado divergem sobre se o aumento nos prêmios de risco refletiu mais a questão fiscal, devido ao projeto de lei aprovado na terça-feira no Congresso que amplia a remuneração de servidores e cria cargos no Executivo, ou, novamente, mal-estar com a nomeação de Guilherme Mello para um dos cargos vagos na diretoria do Banco Central.

Segundo notícia da Reuters divulgada no fim da tarde de quinta, o presidente Lula se encaminha para confirmar a indicação, que deve se destinar à diretoria de Política Econômica, uma das mais importantes da autarquia.

Já com os negócios fechados, a Câmara aprovou um PL que abre 16,3 mil cargos no Ministério da Educação, 1.500 cargos no Ministério de Gestão e Inovação e cria um Instituto Federal em Patos (PB), com impacto orçamentário estimado em R$ 5,3 bilhões para 2026. A Casa ainda deu aval a outro projeto que traz gratificações para servidores do Congresso, em valor estimado de cerca de R$ 800 milhões.

Com os investidores digerindo os dois temas, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2029 avançou de 12,687% no ajuste anterior para 12,75% no fechamento. O DI para janeiro de 2031 aumentou de 13,079% no ajuste antecedente a 13,15%. Já o vértice negociado para janeiro de 2027 oscilou de 13,418% no ajuste a 13,405%, com apostas de redução de 0,50 ponto da Selic em março ainda ganhando terreno.

Segundo um profissional de renda fixa de uma grande gestora de recursos, que falou sob condição de anonimato, o impacto orçamentário do PL dos servidores é "inexpressivo". Mas o conjunto de notícias do dia, com os ruídos fiscais e em torno da nomeação de Mello, somados a um ambiente externo de bolsas em queda e dólar para cima e, por fim, ajustes técnicos após um fechamento expressivo dos DIs em janeiro, seria condizente com a inclinação da curva na sessão.

"O mercado ainda não está confiante em um ciclo maior que 300 pontos-base de corte na Selic. Parece não ter um 'trigger' imediato para o mercado ir para 400 pontos-base de corte, por exemplo. Então qualquer ruído pode gerar alguma correção nos juros", disse o participante do mercado.

Gestor de portfólio da Connex Capital, Gean Lima pondera que as movimentações na curva de juros desta quarta foram modestas. De qualquer forma, avalia que tanto a preocupação com o quadro fiscal quanto a indicação - agora não mais uma especulação - do atual secretário de Política Econômica da Fazenda para integrar o quadro de diretores do BC fizeram preço.

"O papel da diretoria a que Mello deve ser indicado é relevante, porque realiza todas as pesquisas econômicas e análises. É um cargo que tem um certo poder para influenciar outras cadeiras na diretoria do BC", menciona Lima. Os investidores estão receosos devido à proximidade de Mello com o governo petista, que aumentaria o risco de interferência do Executivo em decisões da autoridade monetária, e em razão de sua orientação mais heterodoxa na economia.

Já um outro profissional do mercado, que falou de forma reservada à Broadcast sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, avalia que a sinalização expansionista vinda do Congresso parece ter sido mais relevante para explicar a abertura dos DIs médios e longos. Ele destaca, porém, que a variação nas taxas ficou praticamente em linha com a volatilidade diária. "Mas com 24 horas de volta do Congresso após recesso, já tivemos este sinal", disse ele, referindo-se ao PL com impacto no orçamento público aprovado terça.

Contato: [email protected]

(Com Agência Estado)

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