No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 aumentou de 13,954%, no ajuste anterior, a 14,045%. A taxa do DI para janeiro de 2029 avançou a 14,705%, vindo de 14,5% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 anotou alta a 14,85%, de 14,677%.
Para a reunião do próximo mês do Comitê de Política Monetária (Copom), há cerca de 68% de chance de redução de 0,25 ponto porcentual dos juros precificada na curva de DIs futuros, observa Flávio Serrano, economista-chefe do banco Bmg, ante 32% de manutenção. Para o encontro do mês seguinte do colegiado do Banco Central, porém, a curva "limpou" os cortes, diz Serrano. Ou seja, o ajuste para baixo na Selic na próxima reunião deve ser o último deste ano. Na quarta, 22, ainda havia 5 pontos-base de corte para setembro apontados na curva a termo.
Este também é o cenário do economista, que prevê o juro básico em 14% no final de 2026. Segundo ele, a visão mais conservadora dos agentes se segue à escalada do petróleo, cujos contratos futuros encerraram em alta de cerca de 7% nesta quinta, pressionados pelo fluxo de navegação ainda comprometido no Estreito de Ormuz. Aos ataques entre Estados Unidos e Irã, que já ocorrem há 12 dias seguidos, se soma o aumento das tensões entre houthis do Iêmen e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que ameaça o tráfego também no Estreito de Bab-el-Mandeb.
"O ambiente global de juros está mais negativo, o que é ruim para a renda fixa de forma geral", afirma Gustavo Okuyama, head de renda fixa da Porto Asset. Ele observa que os retornos dos Treasuries, títulos soberanos dos EUA que servem de referência para os mercados de juros, avançaram em todas as sessões nesta semana, ao mesmo tempo em que há perspectiva de juros básicos mais elevados ao redor do mundo. Nos EUA, por exemplo, a ferramenta FedWatch, do CME Group, já mostrava hoje mais de 80% de possibilidade de aperto monetário pelo Federal Reserve até setembro.
Em sua decisão monetária desta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE), na avaliação do mercado, também sinalizou que uma alta dos juros está próxima. O BCE, conforme esperado, manteve a taxa básica em 2,25%, mas o discurso da presidente Christine Lagarde foi visto como mais "hawkish".
Na coletiva de imprensa que se seguiu à decisão, Lagarde revelou que dirigentes defenderam uma alta já na reunião desta quinta-feira, embora a decisão de manter os juros tenha sido unânime. Economista sênior para Europa do Barclays, Mariano Cena aponta que o discurso reforçou a expectativa de que, "a depender da evolução da situação no Oriente Médio, do cenário para os mercados de energia e de suas implicações para a inflação mais ampla na área do euro, o BCE deverá promover uma alta de 25 pontos-base em setembro."
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








