Já o prazo médio dos contratos caiu 48% após a criação do programa, enquanto o número médio de instituições financeiras ofertando crédito por empresa foi de 4 para 21, indicando mais concorrência e a pulverização das concessões entre bancos.
"O Crédito do Trabalhador levou bancos e empresas a reorganizarem a lógica de concessão diante de um novo perfil operacional do mercado. O primeiro ano do programa mostrou que existia uma demanda reprimida entre trabalhadores CLT, ao mesmo tempo em que exigiu das instituições financeiras uma adaptação para ofertar crédito em um ambiente mais amplo e competitivo", afirma Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.
Segundo dados do Banco Central, o volume mensal liberado em consignado privado passou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões após a implementação do Crédito do Trabalhador.
No mesmo período, a modalidade apresentou crescimento superior ao registrado em outras linhas de crédito, impulsionada pela ampliação do acesso ao consignado para trabalhadores CLT fora dos modelos tradicionais de convênio entre empresas e instituições financeiras.
Renda comprometida
O levantamento aponta ainda que 78% dos trabalhadores que contrataram o novo consignado possuem mais de 81% da renda comprometida com dívidas de empréstimos e outras obrigações financeiras.
Por fim, o estudo também indica que a adesão ao novo consignado foi mais intensa entre perfis com menor histórico de acesso ao crédito. Segundo a análise da Serasa, 86% dos empréstimos foram contratados por trabalhadores posicionados nas faixas mais baixas do score de crédito, enquanto 21% dos tomadores tinham pontuação acima de 600.
Metodologia
O estudo da Serasa Experian analisou 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas. Foram consideradas operações realizadas até abril de 2026, envolvendo 61 instituições financeiras.
(Com Agência Estado)
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