Pelos termos da oferta, os acionistas que aderirem receberiam 625 pence por ação em dinheiro, um prêmio de cerca de 59% sobre o preço de fechamento de 394,20 pence em 28 de maio, antes de a Castlelake divulgar que avaliava a operação.
A gestora disse que quer que os investidores analisem a proposta antes do prazo regulatório de sexta-feira para anunciar uma intenção firme de apresentar uma oferta. O movimento sucede duas abordagens no último mês: 560 pence por ação, rejeitada na terça-feira, e 600 pence por ação, recusada no sábado. A oferta mais recente foi rejeitada no domingo.
A easyJet informou que o conselho rejeitou por unanimidade a proposta por entender que ela ainda subavalia de forma significativa o negócio e suas perspectivas, e recomendou que os acionistas não tomem nenhuma medida por ora.
Segundo a estrutura apresentada, o veículo ofertante seria controlado em 49% pela Castlelake e em 51% por cidadãos da União Europeia - e, possivelmente, outros investidores - para atender às exigências regulatórias do bloco.
"O conselho tem consideráveis ressalvas quanto ao nível elevado de alavancagem e às condições gerais da terceira proposta", afirmou a empresa.
A easyJet também classificou a abordagem como oportunista, argumentando que o preço das ações está temporariamente deprimido devido ao ambiente geopolítico. Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, o setor aéreo tem sido afetado pela alta do querosene de aviação, por alterações de rotas e por incertezas na demanda por viagens.
A companhia reiterou a meta de médio prazo de alcançar 1 bilhão de libras em lucro anual antes de impostos e disse que o conselho mantém confiança na estratégia independente.
A Castlelake, sediada em Minneapolis, afirmou mais cedo neste mês que estava em estágio inicial de análise de uma oferta pela easyJet, na qual já detém 2,14%. Posteriormente, indicou que qualquer proposta não teria valor inferior a 403,23 pence por ação, o que avaliaria a companhia em 3,06 bilhões de libras.
Antes das notícias sobre o interesse da Castlelake, os papéis da easyJet acumulavam queda de cerca de 22% no ano. Em abril, a empresa emitiu um alerta de lucro, citando custos maiores de combustível ligados ao conflito no Oriente Médio, e depois reportou uma perda antes de impostos maior no primeiro semestre do ano fiscal, ao mesmo tempo em que ressaltou que as condições de mercado seguem incertas.
A Castlelake, que administra cerca de US$ 37 bilhões em ativos, tem investimentos em aviação por meio de seu negócio de leasing de aeronaves. A gestora participou da reestruturação da escandinava SAS, adquirindo 32% durante o processo de recuperação judicial em 2023 e, mais tarde, concordando em vender a participação para a Air France-KLM no ano passado. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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