A meta fiscal é de superávit de 0,25% porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com tolerância de 0,25 ponto.
O governo negociou com o Congresso maneiras de obter a arrecadação necessária para fechar o orçamento de 2026. No fim de 2025, aprovou um corte linear nos benefícios tributários do governo e amplia a tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).
A norma promove um corte linear nos incentivos fiscais e deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões estimados como necessários para auxiliar o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.
Os economistas do mercado consultados pela SPE mantiveram as estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). A mediana para o fim de 2026 ficou em 83,70%. A projeção para 2027 ficou estável em 87%. A estimativa intermediária do Prisma Fiscal para o déficit nominal do governo central este ano subiu, saindo de R$ 1,009 trilhão para R$ 1,039 trilhão.
A mediana para a arrecadação federal passou de R$ 3,085 trilhões para R$ 3,082 trilhões em 2026, e caiu de R$ 3,277 trilhões para R$ 3,258 trilhões em 2027. Com isso, a estimativa intermediária para a Receita Corrente Líquida (RCL) do governo central passou de R$ 2,513 trilhões para R$ 2,510 trilhões este ano, e de R$ 2,680 trilhões para R$ 2,664 trilhões no próximo.
A mediana da projeção do Prisma Fiscal para a despesa total do governo central saiu de R$ 2,585 trilhões para R$ 2,580 trilhões em 2026. Em 2027, caiu de R$ 2,730 para R$ 2,717 trilhões.
(Com Agência Estado)
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