Essa aplicação não é segurada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Agora, os servidores e aposentados do Estado podem ter que assumir os prejuízos.
Conforme revelou o Estadão em novembro do ano passado, Lemos ignorou alertas feitos por integrantes do comitê de investimentos do fundo em relação aos perigos de investir no Master. Atas do colegiado apontam que gestores citaram risco reputacional devido a investigações, que já naquela época apontavam inconsistências no Master.
Lemos foi um dos alvos da Operação Zona Cinzenta, deflagrada na sexta-feira, 6, para apurar crimes de gestão temerária e fraudulenta na autarquia.
Ele foi indicado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que nega influência nos trabalhos da Amprev.
"Seguindo com absoluto compromisso com a instituição, com os segurados e com a verdade dos fatos, apresento meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Presidente da Amprev. Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados", disse Lemos, em nota.
Com a liquidação do Master pelo Banco Central devido a indícios de fraude de R$ 12 bilhões e falta de liquidez, a Amprev entrará em longa fila de credores da instituição financeira.
(Com Agência Estado)
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