Inédito em águas profundas, o projeto prevê a instalação no leito marinho de uma infraestrutura permanente de sensores e instrumentos ópticos para observar, ao longo do tempo, o comportamento do reservatório. A expectativa é que os dados obtidos permitam uma compreensão mais detalhada da dinâmica do campo e melhorem o gerenciamento da produção, com o objetivo de garantir a máxima recuperação de petróleo.
A rede é conhecida como PRM, sigla em inglês para Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanentes. Segundo a Petrobras, ao otimizar o gerenciamento dos campos, a tecnologia pode maximizar a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, o que contribuiria para reduzir a pegada de carbono.
A primeira fase foi concluída em março deste ano, com a instalação de mais de 460 quilômetros de cabos com sensores ópticos, cobrindo uma área de 222 quilômetros quadrados. O sistema vai monitorar atividades de produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2), com os primeiros dados previstos para o segundo trimestre de 2026.
Segundo a estatal, a segunda etapa está em andamento, com a construção de mais 316 quilômetros de cabos sismográficos, que devem cobrir outras 140 quilômetros quadrados nas áreas dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). A conclusão está prevista para o ano que vem, e, inicialmente, os dados serão recebidos por computadores a bordo das plataformas, com previsão futura de envio por fibra óptica para a sede da companhia.
Além do monitoramento, a Petrobras afirma que usará Inteligência Artificial (IA) em parceria com a UFRJ para capturar informações continuamente do sistema PRM na área de Mero, com aplicações em pesquisa científica e segurança operacional. O campo unitizado de Mero fica no bloco de Libra e é operado pela Petrobras em parceria com Shell Brasil, Total Energies, CNPC, CNOOC e a PPSA, que representa a União e atua como gestora do contrato de partilha.
(Com Agência Estado)
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