No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 14,086% no ajuste anterior para 13,99%. O DI para janeiro de 2029 cedeu a 13,21%, vindo de 13,511% no ajuste. O DI para janeiro teve leve baixa, de 13,34% para 13,3%.
Depois de ter reacendido o otimismo do mercado na segunda ao ter afirmado que o Irã entrou em contato com os EUA, interessado em fechar um acordo, Trump também ajudou o comportamento dos ativos nesta terça. Em entrevista ao The New York Post, o republicano disse que novas negociações com o governo iraniano podem ocorrer nos próximos dois dias, novamente no Paquistão.
No fim da noite de segunda, os contratos futuros de petróleo já passaram a recuar cerca de 2% após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, ter declarado que houve muitos progressos nas conversas com representantes do Irã no fim de semana, e que, agora, cabe ao país persa avançar nas tratativas. Na sessão desta terça, o WTI para maio despencou mais de 7%, a US$ 91,28 o barril, enquanto o Brent para junho encerrou em queda de 4,6%, cotado a US$ 94,79.
"A guerra ainda comanda o humor do mercado quase que integralmente", observa Marcelo Fonseca, economista-chefe da gestora CVPAR. Depois que as conversas de alto nível entre os dois países colapsaram no final de semana, indicações de que pode ocorrer negociações nos bastidores impulsionaram os ativos de risco na segunda.
Nesta terça, discute-se o possível congelamento do programa nuclear do Irã, uma das condições exigidas por Washington para um acordo, aponta Fonseca. "Os EUA querem um congelamento por 20 anos, o Irã quer cinco anos. De qualquer forma, isso poderia resultar em um cessar-fogo duradouro e se reflete nos ativos locais", comentou.
Para o economista, também não é surpresa que os DIs tenham exibido forte descompressão na sessão, tendo em vista que os juros futuros foram os mais afetados pelo choque global de oferta desde a eclosão do confronto no Irã, no final de fevereiro. "Mas é de se esperar que os juros fiquem para trás mesmo com um rali nos demais ativos. Talvez haja espaço para recuo, mas não vão voltar a patamares anteriores à guerra", avalia.
Publicada na abertura dos negócios pelo IBGE, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou que o volume prestado pelo setor subiu apenas 0,l% entre janeiro e fevereiro, feitos os ajustes sazonais. O consenso de mercado previa expansão maior no período, de 0,5%.
Para agentes, é difícil apontar se houve influência do dado na curva, mas é certo que o noticiário sobre a guerra e a evolução dos preços do petróleo são os principais determinantes para a movimentação dos DIs. "É difícil saber se houve impacto dos serviços na curva, dado o ambiente global positivo, mas ajudaria a justificar o curto caindo e o longo parado", disse um gestor de renda fixa de uma grande Asset.
Mesmo com o arrefecimento observado nesta terça, o mercado segue posicionado para um corte cauteloso da Selic em abril. A curva precificava nesta tarde pouco mais de 25 pontos-base de corte do juro este mês, enquanto no mercado de opções digitais de Copom, eram 75% as chances de uma redução dessa magnitude, contra 16% de probabilidade de redução de 50 pontos-base.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







