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Economia Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 12:00 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 12h:00 - A | A

Motta diz que acordo sobre dívidas rurais não saiu como todo lado quer, mas 'foi o melhor'

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira, 15, que o acordo fechado entre governo e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) sobre o projeto de renegociação das dívidas dos produtores rurais exigiu concessões de todos os envolvidos e resultou na solução considerada possível neste momento.

"Nem sempre quando a gente senta à mesa o acordo sai do jeito que só um lado quer. Às vezes sai todo mundo um pouquinho incomodado, mas a gente consegue construir a solução que foi possível e que foi melhor para o País", declarou Motta após reunião com integrantes do governo, parlamentares da FPA e lideranças do Congresso.

Segundo o presidente da Câmara, as negociações se intensificaram após a aprovação da proposta pelo Senado Federal sem acordo prévio com o governo. Ele afirmou que a intenção foi buscar uma alternativa que atendesse às dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais sem comprometer as contas públicas.

Motta destacou que a proposta aprovada pela Câmara havia sido votada há cerca de um ano e passou por um longo processo de negociação no Senado. De acordo com ele, os produtores rurais enfrentam atualmente dificuldades para renegociar débitos, situação que afeta diretamente a atividade agropecuária e a economia do País.

O deputado também ressaltou que a questão não se restringe ao Rio Grande do Sul, embora o Estado tenha enfrentado circunstâncias excepcionais. "Não é um problema isolado só do Rio Grande do Sul, é um problema do País", afirmou.

O presidente da Câmara elogiou a atuação da FPA, da bancada gaúcha e dos representantes do governo nas negociações. Segundo ele, o entendimento foi construído após diálogo entre as partes para encontrar uma solução que equilibrasse as demandas do setor agropecuário e as limitações fiscais da União.

Motta classificou o acordo como uma construção "muito positiva" para permitir que o agronegócio continue produzindo, gerando emprego, renda e contribuindo para o desenvolvimento econômico do País. Após a manifestação do parlamentar, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integrantes do governo detalharam os termos do entendimento alcançado.

(Com Agência Estado)

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