No comunicado, a autoridade monetária reconheceu que a economia canadense dá sinais de melhora, com retomada do crescimento e perspectiva de desaceleração gradual da inflação após a alta recente. Ainda assim, ressaltou que permanecem riscos relevantes relacionados à guerra no Oriente Médio e à política comercial dos Estados Unidos. O BoC também retirou do comunicado a referência explícita à possibilidade de novos cortes de juros, adotando uma postura mais neutra e dependente dos dados.
O BoC observou que a atividade econômica voltou a ganhar força no segundo trimestre, com expansão estimada de 2,5%, após um período de estagnação provocado pelo ajuste às novas tarifas, à elevada incerteza e ao menor crescimento populacional. O banco destacou que o consumo segue robusto, as exportações voltaram a crescer e os investimentos das empresas devem avançar moderadamente, impulsionados pelo setor de petróleo e gás.
A autoridade monetária projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7% em 2026 e de 1,8% tanto em 2027 quanto em 2028. Em relação aos preços, o BoC destacou que a inflação ao consumidor (CPI) subiu para 3,2% em maio, principalmente devido à alta da gasolina ligada ao conflito no Oriente Médio. A instituição espera que a inflação continue elevada em junho, mas recue gradualmente nos próximos meses, retornando a cerca de 2% no início de 2027, embora ressalte que essa trajetória dependerá da evolução dos preços do petróleo e da gasolina.
O banco reiterou que seguirá avaliando a força da economia e as perspectivas para a inflação, permanecendo preparado para ajustar a política monetária, se necessário.
(Com Agência Estado)
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