O BCE ressalta que essas leituras são prospectivas, mas não constituem projeções. Elas refletem apenas aumentos já previstos nos acordos coletivos atualmente em vigor e, portanto, podem ser revisadas à medida que novos contratos forem assinados.
A instituição também observa que o monitor não replica exatamente o indicador oficial de salários negociados, de modo que diferenças entre as duas medidas são esperadas ao longo do tempo.
Segundo o banco central, a leitura mais baixa no primeiro semestre de 2026 refletiu, em parte, o efeito mecânico de pagamentos extraordinários feitos no segundo semestre de 2024 e não repetidos depois.
Esse impacto desaparece integralmente na segunda metade deste ano. Excluídos pagamentos únicos, o monitor indica que 2026 encerrará com alta média de 2,6%.
A cobertura dos acordos também diminui à medida que o horizonte avança, de 46,9% dos empregados nos países participantes em 2026 para 32,5% no primeiro trimestre de 2027 e 25,1% no segundo. A cobertura média do primeiro semestre de 2027 é de 28,8% e tende a aumentar conforme novos acordos forem fechados.
(Com Agência Estado)
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