Em discurso durante evento de celebração do Programa Universidade para Todos (Prouni) e da Lei de Cotas em São Paulo, Lula criticou o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Disse que os países que são membros permanentes do grupo (China, França, Estados Unidos, Rússia e Reino Unido) "estão fazendo guerra" em vez de buscar a paz no mundo. Citou não só o caso do Irã, mas a invasão feita pelos Estados Unidos na Venezuela e o bloqueio econômico contra Cuba.
"Quando a ONU foi criada em 1945, o Conselho de Segurança foi criado para manter a paz no mundo e eles estão fazendo guerra. Agora mesmo, vocês estão acompanhando o bloqueio a Cuba, o que fizeram na Venezuela, o que fizeram no Irã. E o que está acontecendo com a guerra no Irã? O preço do combustível está subindo. E o preço vai chegar na alface, no feijão, no arroz, em tudo que a gente compra", disse o presidente, mencionando que escreveu um artigo em diversos jornais alertando o Conselho de Segurança sobre a guerra no Irã e pedindo "juízo". "É preciso dar um recado a esses senhores membros do Conselho de Segurança: criem juízo. O mundo precisa de paz, não precisa de guerra. Precisa de trabalho, de educação, de cultura e de lazer. Que se reúnam e parem com essa guerra", completou.
Lula não citou todas as medidas adotadas pelo governo brasileiro para evitar um aumento do óleo diesel, e tentou se esquivar da responsabilidade ao atribuir ao governo de Jair Bolsonaro (PL) a culpa. Afirmou que a privatização da BR Distribuidora faz com que seja difícil controlar o preço do combustível.
"Aqui no Brasil, tomamos todas as medidas possíveis para evitar que aumentem o óleo diesel. Mas no governo passado venderam as distribuidoras. Mesmo que a Petrobras baixe o preço, ele não chega na ponta, porque os atravessadores não deixam", afirmou ele.
O presidente afirmou que o governo acionou a Polícia Federal e outros órgãos de fiscalização para monitorar possíveis aumentos ilegais no preço dos combustíveis. Declarou que "a guerra é do (Donald) Trump, não é do povo brasileiro e não temos de ser vítimas dessa guerra".
(Com Agência Estado)
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