Em entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros (MG), Lula afirmou que a proposta é um "documento velho" e não foi considerada. "Esse documento que foi publicado hoje quinta-feira é um documento velho, que já estava no nosso arquivo morto, porque foi a primeira comunicação que nós recebemos e recusamos. Nem discutimos o documento, porque era inaceitável o documento de um país querer ter prioridade na riqueza mineral do nosso País. Esse documento não foi discutido, não será discutido e não está sendo discutido."
O presidente disse ainda não compreender porque a proposta foi revelada no dia seguinte à sanção da lei que estabelece a política nacional para exploração dos minerais críticos e voltou a defender que o beneficiamento desses recursos seja feito no País.
O Estadão revelou nesta quinta-feira que a primeira proposta de acordo americana, apresentada em 16 de outubro de 2025, continha exigências de garantias relacionadas à liberdade de expressão e à aplicação de sanções financeiras determinadas pelo Tesouro americano, em território brasileiro. O documento a que o Estadão teve acesso detalha também como os americanos pretendiam obter vantagens no setor de minerais críticos do Brasil e em outros segmentos econômicos.
"Na regulação, a gente não está proibindo a participação de empresas estrangeiras, mas a condição sine qua non para vir fazer investimento aqui no Brasil é saber que o processo tem que ser transformado no Brasil, o produto de valor agregado feito no Brasil para a gente exportar valor agregado e não exportar apenas minério", destacou o presidente Lula.
(Com Agência Estado)
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