"Eu não vou ficar chorando pelo leite derramado. Eu vou procurar outros lugares para comprar e vender. É assim que eu faço política. E nós podemos aplicar a Lei da Reciprocidade com os Estados Unidos. Eu sou muito cauteloso", disse Lula. "Enquanto estiver na mesa de negociação, eu não preciso fazer a lei da reciprocidade", continuou. "Mas é importante saber que, se não tiver acordo, nós vamos ter que aplicar a Lei da reciprocidade", acrescentou.
Lula chegou em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo 20. O presidente fará o tradicional discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22. Não há confirmação de que ele terá um encontro bilateral com Trump.
Os Estados Unidos mantêm a vigência de um tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros. O governo norte-americano aplicou a medida em 22 de julho, como forma de "punição" por práticas comerciais consideradas desleais, após uma investigação que envolveu temas como o Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.
Em 24 de julho, Trump estabeleceu uma sobretaxa de 12,5% como resposta a uma investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
O governo brasileiro disse à Organização Mundial do Comércio (OMC) que as medidas aplicadas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras do comércio internacional. O Brasil também questiona a consistência das investigações que dão suporte às tarifas.
(Com Agência Estado)
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