A companhia afirma que o trimestre foi marcado por uma mudança relevante na dinâmica comercial do aço no Brasil. Com a aplicação de direitos antidumping sobre as importações de laminados a frio e de revestidos, medidas aguardadas há longo tempo pelo setor siderúrgico nacional.
"Diante da perspectiva de mudança de cenário, os importadores reagiram internalizando um volume expressivo de aço no mês de fevereiro, buscando garantir condições comerciais anteriores à vigência das novas tarifas", afirma a companhia na carta da administração publicada junto aos resultados do trimestre.
O movimento, segundo a companhia, gerou um pico pontual de importações, que elevou temporariamente os níveis de estoque de material importado no mercado brasileiro. "No entanto, avaliamos que esses estoques de material importado seguem para uma normalização nos próximos meses, à medida que o efeito das antecipações se dissipa e o novo patamar de custos das importações passar a vigorar de forma plena. Esse reequilíbrio tende a beneficiar a produção nacional, abrindo espaço para uma recuperação gradual dos volumes e da rentabilidade da siderurgia doméstica", afirma a gestão.
A Usiminas encerrou o primeiro trimestre do ano com Caixa Líquido de R$ 391 milhões e alavancagem negativa de 0,20 vez (Dívida Líquida/EBITDA), o que, na visão da empresa, reafirma a solidez do balanço patrimonial e disciplina financeira. O Fluxo de Caixa Livre foi positivo em R$ 84 milhões, mesmo com capex de R$ 285 milhões no período. Os investimentos tiveram alta de 30% ano contra ano.
(Com Agência Estado)
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