A expectativa é de que o grupo Alimentação saia de um recuo de 0,69% em julho para uma variação mais próxima da estabilidade em agosto. "A tendência, daqui para frente, é que essa trajetória de alta nos alimentos vá acontecendo aos poucos", afirma.
O IPC-Fipe registrou queda de 0,03% no fim de julho. O resultado ficou abaixo das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que apontavam alta entre 0,01% e 0,05%, com mediana positiva de 0,03%.
Boa parte do declínio de julho pode ser atribuída ao recuo observado em Alimentação. "Tivemos uma queda disseminada, concentrada em alimentos in natura, como tomate, cenoura, chuchu, beterraba. Foi uma queda dentro da normalidade, mas em uma intensidade maior que a esperada", afirma Moreira.
O economista ainda chama atenção para o nível acumulado do ano até agora dos alimentos in natura, em 8,33%. "É um número muito elevado para os sete meses do ano, cerca de quatro vezes a média do IPC no ano, em 2,08%. Foram altas muito fortes e, agora, estamos vendo essa devolução", diz ele.
(Com Agência Estado)
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